CAMPO GRANDE — Os pedidos de revogação das prisões preventivas de três réus da Operação Gutenberg foram encaminhados ao Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS). A remessa foi feita pela juíza Eucélia Moreira Casal, da 3ª Vara Criminal de Campo Grande, depois que um conflito negativo de competência suspendeu a ação penal.
As decisões foram publicadas nesta sexta-feira (25) no Diário da Justiça. Os pedidos envolvem Eronivaldo da Silva Vasconcelos Júnior, conhecido como Junior Vasconcelos e ex-prefeito de Fátima do Sul, além dos empresários Paulo Rogério de Melo e Douglas Henrique de Melo.
Análise das prisões
A juíza entendeu que, após o caso ser levado ao tribunal, cabe ao desembargador relator avaliar medidas urgentes relacionadas à liberdade dos acusados. Os documentos foram enviados com urgência para que o relator decida se concede a liberdade provisória ou se determina que um juiz de primeiro grau faça uma análise temporária enquanto o conflito não é julgado.
A denúncia do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco) aponta Júnior Vasconcelos como um dos beneficiários do esquema investigado. Conforme a acusação, ele teria recebido R$ 22,5 mil da Editora Avante em um único dia.
Paulo Rogério de Melo e Douglas Henrique de Melo, pai e filho, são relacionados à Atalaia Veículos. A investigação indica que a empresa e os dois receberam R$ 826.311,94 da editora entre 2022 e 2024. Para o Ministério Público, os valores fariam parte da movimentação financeira investigada em um suposto esquema de fraudes na venda de livros paradidáticos para municípios.
Ação suspensa
A suspensão ocorreu após a defesa de Giovanni Paroschi Jaffar questionar qual juízo deveria conduzir o processo. A ação reúne 17 acusados por crimes como corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa.
A Operação Gutenberg investiga um suposto esquema ligado a contratos públicos e movimentações financeiras consideradas suspeitas, com valor estimado em R$ 27 milhões.






