PORTO MURTINHO — O professor investigado por suspeita de abusar de alunas em um Centro de Educação Infantil (Ceinf) já foi condenado por ameaçar a ex-esposa. Ele também respondeu a um processo por estupro de vulnerável contra o próprio filho, mas foi absolvido pela Justiça.
A condenação por ameaça ocorreu após episódios registrados entre dezembro de 2012 e janeiro de 2013, durante a separação do casal. Conforme a denúncia do Ministério Público, o homem teria prometido causar mal injusto e grave à mulher em diversas ocasiões, dizendo que iria “fazer da vida dela um inferno”, “quebrar a cara dela” e matá-la.
A sentença foi proferida em 26 de outubro de 2016. O acusado recebeu pena de 1 mês e 5 dias de detenção, em regime aberto. O cumprimento foi suspenso por dois anos, sob condições determinadas pelo juízo.
Processo envolvendo o filho
Em 2014, o professor também foi alvo de uma ação penal por estupro de vulnerável. A vítima seria o próprio filho, que tinha 5 anos na época dos fatos narrados. A denúncia foi apresentada pela mãe da criança, que afirmou que o homem estaria embriagado quando o episódio ocorreu, em 2012.
Durante as oitivas, porém, o menino disse aos profissionais que o pai havia pedido desculpas logo depois, que a situação não voltou a acontecer e que os dois mantinham boa convivência. Por falta de elementos probatórios suficientes para sustentar a acusação, a Justiça absolveu o homem.
Suspeitas na creche
A investigação atual começou após a mãe de uma menina de 2 anos e 7 meses procurar a delegacia na última sexta-feira (11). Ela contou que a filha sentia fortes dores genitais durante o banho. Ao ser questionada, a criança apontou o professor e afirmou que ele “colocou o dedo e arranhou com a unha”.
A menina foi levada ao hospital, onde o médico plantonista constatou inchaço e vermelhidão na parede vaginal. A família foi orientada a procurar a Polícia Civil para exames periciais.
Nesta segunda-feira (14), o pai de outra aluna, de 3 anos, registrou suspeita de que a filha também tenha sido vítima. Segundo ele, em cerca de três ocasiões a menina chorou por causa de ardência genital durante o banho. O episódio mais recente teria ocorrido por volta do dia 5 de setembro.
A polícia colhe depoimentos e analisa os relatos dos responsáveis. Os documentos foram encaminhados às autoridades competentes para medidas cautelares e exames periciais. A instituição de ensino e os citados podem se manifestar.







