NOVA ANDRADINA — A investigação sobre denúncias de maus-tratos em uma creche particular de Nova Andradina já ouviu formalmente 30 pessoas. Entre os depoentes estão mães, ex-funcionárias e outras pessoas que podem ter informações sobre os fatos apurados.
Na quarta-feira (30), equipes da Polícia Civil e do Ministério Público de Mato Grosso do Sul fizeram buscas na creche e em endereços de duas investigadas. A operação resultou na apreensão de dois celulares e de documentação, que será analisada ao longo do inquérito.
O que está sendo apurado
De acordo com a Polícia Civil, a investigação começou depois que as autoridades receberam informações sobre possíveis agressões contra crianças atendidas no estabelecimento. Além dos depoimentos, foram reunidos fotografias, vídeos e outros elementos.
Um dos materiais analisados mostra a responsável pela creche usando um borrifador contra uma criança e determinando que ela dormisse. Ainda não foi esclarecido qual líquido estava no recipiente.
As denúncias também mencionam puxões de cabelo, tapas, apertões, banhos com água gelada e castigos considerados severos. Há ainda relatos de sofrimento psicológico. Imagens enviadas às autoridades mostram crianças dormindo sobre placas de EVA no chão.
Diante dos elementos reunidos, o Ministério Público pediu à Justiça a suspensão das atividades da proprietária como cuidadora de crianças, tanto na creche quanto em sua residência. A medida foi autorizada e permanece válida até o fim das investigações.
A ação contou com apoio da Polícia Militar e da Unidade de Investigação de Crimes Cibernéticos do Ministério Público de Mato Grosso do Sul. As atividades da creche e das investigadas foram suspensas por determinação judicial.
O caso passou a ser apurado após uma ação da Polícia Militar e do Conselho Tutelar no estabelecimento, em 18 de setembro. Desde então, a Polícia Civil conduz a investigação, enquanto o Ministério Público acompanha o andamento.







