NOVA ANDRADINA — Uma creche particular de Nova Andradina suspendeu temporariamente as atividades após denúncias de supostos maus-tratos contra crianças. O perfil do estabelecimento no Instagram também foi retirado do ar depois que o caso ganhou repercussão na cidade.
As mensagens compartilhadas em grupos relatam agressões físicas, como tapas, puxões de cabelo e apertões. Também há acusações de banhos com água gelada e de crianças obrigadas a comer até vomitar. Em um dos relatos, uma pessoa escreveu: “Hoje ela bateu em uma menina, coitada”. Outra mensagem afirma que uma responsável teria dado tapas na cabeça de uma criança e dito que “na cabeça não fica marca”.
As denúncias ainda citam possíveis problemas de higiene e acomodação. Entre os relatos estão a falta de troca dos lençóis dos berços, que estariam sujos, e a lavagem da cueca de uma criança autista no vaso sanitário.
Fotografias encaminhadas mostram crianças deitadas sobre placas de EVA durante o descanso, além de carrinhos de bebê, berços e colchões. Também aparecem crianças no chão de corredores e estruturas com sinais de desgaste. Os rostos foram borrados para preservar a identidade dos menores.
Apuração das denúncias
Na sexta-feira (18), equipes da Polícia Militar e do Conselho Tutelar estiveram na creche para verificar as acusações. O caso foi encaminhado à Polícia Civil e continua em investigação. Até aquele momento, as verificações não haviam confirmado os relatos, e o estabelecimento não tinha sido interditado.
A Prefeitura de Nova Andradina informou que a creche é particular, não tem vínculo com a Administração Municipal e não faz parte da Rede Municipal de Ensino. Segundo o Município, o espaço oferece cuidado e permanência temporária de crianças mediante contratação direta pelas famílias.
Em comunicado, a instituição afirmou ter interesse no “integral esclarecimento dos fatos” e declarou que sempre orientou suas atividades pelo “respeito, cuidado e dignidade das crianças”. A creche disse estar à disposição das autoridades e anunciou a suspensão por decisão própria, enquanto são tomadas providências para esclarecer o caso.
A instituição também informou que não comentará publicamente aspectos específicos da apuração para preservar a privacidade dos envolvidos. As mensagens ainda fazem acusações sobre funcionárias que teriam deixado o local sem receber valores devidos.







