A presença de gelo de água cristalino nos anéis de Chariklo foi identificada pelo telescópio James Webb. O asteroide é um corpo gelado com cerca de 250 quilômetros de diâmetro e tem duas faixas estreitas ao seu redor.
As observações registraram assinaturas nítidas do gelo nas estruturas que acompanham o asteroide pelo espaço. A análise também indicou que a inclinação de Chariklo muda a forma como seus anéis são vistos da Terra ao longo dos anos.
Quando o ângulo de observação se altera, a sombra projetada pelo asteroide sobre as faixas diminui. Com isso, o sistema fica mais brilhante para os instrumentos, que conseguem captar a luz refletida pelo gelo.
Como os anéis foram identificados
A existência das estruturas foi percebida quando Chariklo passou diante de uma estrela distante. A luz apresentou duas oscilações rápidas antes da passagem do corpo principal e mais duas depois. O padrão revelou a presença de material ao redor do asteroide.
Depois, o James Webb foi usado para medir as faixas. Uma delas tem cerca de sete quilômetros de largura, enquanto a outra mede cerca de três quilômetros.
Material exposto à radiação
A análise indica que o gelo sofre exposição contínua à radiação solar. Segundo as informações observadas, colisões menores espalham gelo fresco pela região; sem essa reposição, a estrutura teria desaparecido.
O material dos anéis inclui pedras pequenas com gelo cristalino, poeira escura associada a impactos antigos e partículas finas que refletem a luz das estrelas.
A variação da iluminação permite estudar os componentes dos anéis em diferentes épocas. Os dados também ajudam astrônomos a investigar como corpos menores mantêm destroços em órbita e a localizar objetos escuros e distantes usando estrelas de fundo como referência.







