A Justiça confirmou, na última segunda-feira, a condenação de Verônica Costa e expediu um mandado de prisão contra a ex-vereadora. Ela recebeu pena de mais de dez anos e oito meses pelo crime de tortura contra o ex-marido, Márcio Costa, e foi presa na noite desta quinta-feira.
A decisão também alcança outras quatro pessoas acusadas de participação no mesmo caso. A polícia procura os envolvidos, entre eles dois parentes da ex-parlamentar.
Tentativas de localizar a ex-vereadora
Na quarta-feira, policiais da Divisão de Capturas e Polícia Interestadual (DC-Polinter) foram até a casa de Verônica Costa, no Recreio dos Bandeirantes, além de outros endereços ligados a ela. A ex-parlamentar não foi encontrada durante a ação.
A prisão ocorreu três dias depois de uma publicação feita por Verônica nas redes sociais, em 21 de setembro. Sem mencionar o processo, ela escreveu que enfrentava dias difíceis e que movimentar o corpo ajudava a reduzir o estresse e a acalmar a mente. A mensagem também citou um trecho bíblico: “Não temas, porque eu sou contigo. Isaías 41:10”.
O caso envolvendo Márcio Costa
Segundo a investigação da Polícia Civil, em fevereiro de 2011, quatro pessoas ligadas à funkeira foram até a residência onde ela morava com Márcio Costa. Conforme os dados do processo, o ex-marido teria sido amarrado no banheiro por ordem de Verônica.
Márcio relatou que teve os pulsos e os pés presos com correntes, corda e cadeado. Ele também afirmou que colocaram uma venda em sua boca e em seus olhos antes do início das agressões. O ex-marido disse ainda que um produto químico foi jogado em seu corpo e que houve ameaças de que ele seria incendiado.
Depois do crime, Verônica acusou Márcio de ser usuário de drogas e de ter levado objetos de sua casa sem consentimento. Em meados de março de 2011, porém, um laudo apresentado por ele apontou resultado negativo para indícios de maconha e cocaína no sangue. Márcio também negou ter retirado os objetos. Verônica sempre negou a tortura.
Em 2019, ela havia sido condenada a cinco anos e dez meses de prisão. Após recurso do Ministério Público, a pena aumentou em uma nova condenação, em abril de 2023. A defesa recorreu, mas a decisão foi mantida. O casal ficou junto por 11 anos e se separou depois do episódio.








