As projeções para o dólar e a taxa básica de juros permaneceram inalteradas no fim de 2026, mas o mercado financeiro revisou para baixo a expectativa de crescimento da economia e elevou a previsão de inflação. Os dados estão no Boletim Focus divulgado nesta segunda-feira (28) pelo Banco Central.
A cotação do dólar é estimada em R$ 5,20 no encerramento de 2026, patamar mantido há 15 semanas. Para 2027, a previsão continua em R$ 5,28; para 2028, em R$ 5,30. Já a projeção para 2029 caiu de R$ 5,36 para R$ 5,35.
A Selic, por sua vez, segue projetada em 13,50% ao ano no fim de 2026. A mediana para 2027 permanece em 12% ao ano, enquanto as estimativas são de 10,50% para 2028 e 10% ao ano para 2029.
Na atividade econômica, a expectativa de expansão do PIB em 2026 recuou de 1,88% para 1,86%. A previsão para 2027 passou de 1,43% para 1,41%, e a de 2028, de 1,87% para 1,83%. Para 2029, o mercado manteve a estimativa em 2%, nível que permanece há 80 semanas consecutivas.
A inflação medida pelo IPCA teve a segunda alta semanal seguida. Para 2026, a projeção avançou de 4,92% para 4,99%. Há quatro semanas, a mediana estava em 5,01%. Para 2027, subiu de 4,30% para 4,31%. As estimativas seguem em 3,80% para 2028 e 3,50% para 2029.
O IGP-M também teve revisão para 2026, de 4,73% para 4,76%. Para 2027, a previsão ficou em 4,11%; para 2028, em 3,92%; e para 2029, em 3,81%.
Nos preços administrados, a estimativa para este ano passou de 4,61% para 4,63%. A projeção para 2027 caiu de 3,85% para 3,82%, enquanto a de 2028 subiu de 3,61% para 3,62%. Para 2029, permaneceu em 3,50%.
O Boletim Focus reúne semanalmente estimativas de instituições do mercado financeiro para inflação, atividade econômica, câmbio e juros.







