As projeções para juros e câmbio permaneceram estáveis no Boletim Focus desta terça-feira, enquanto os analistas consultados pelo Banco Central revisaram as estimativas de inflação e crescimento para 2026. A Selic é esperada em 13,75% ao ano no fim do período, e o dólar deve encerrar o ano em 5,20 reais.
Para 2027 e 2028, a previsão para a taxa básica de juros também não mudou: ficou em 12% e 10,5%, respectivamente. A taxa atualmente em vigor é de 14% ao ano, após um corte realizado pelo Banco Central no início de agosto. A próxima decisão sobre os juros está prevista para os dias 15 e 16 de setembro.
Inflação ainda acima do teto
A mediana das projeções para o IPCA em 2026 caiu para 5%. Mesmo com a redução, o número permanece acima do teto da meta de inflação, definido em 4,5%. Em 12 meses até julho, o índice acumulou 4,44%, depois de registrar variação de +0,07% no mês. Os dados referentes a agosto serão divulgados nessa semana.
Para 2027, a expectativa para o IPCA subiu de 4,28% para 4,29%. No ano passado, o índice terminou em 4,26%, dentro da margem tolerada pelo Banco Central.
A previsão para o dólar no fim de 2027 continua em 5,30 reais. O cenário de juros e inflação mantém o Banco Central cauteloso na condução dos próximos cortes, conforme o retrato apresentado pelo boletim.
Estimativas para o PIB
A projeção de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2026 passou de 1,92% para 1,93%. Para 2027, o Focus manteve a estimativa em 1,5%, enquanto a de 2028 recuou de 1,98% para 1,96%.
A economia brasileira cresceu 2,3% em 2025, segundo o IBGE. Para este ano, o Banco Central trabalha com expansão de 2%, e o governo federal projeta 2,3%, com possibilidade de revisão para baixo diante da perda de fôlego da atividade no segundo trimestre.
No exterior, o Fundo Monetário Internacional elevou de 1,9% para 2,4% a previsão para o PIB brasileiro em 2026.







