As projeções para as contas públicas e para a balança comercial melhoraram no Boletim Focus divulgado pelo Banco Central nesta segunda-feira. A expectativa para o resultado primário passou de um déficit equivalente a 0,45% do PIB para 0,42% do PIB. Já o superávit comercial previsto para o ano subiu de 76,95 bilhões para 77 bilhões de dólares.
A estimativa para a dívida líquida do setor público permaneceu em 70% do PIB no fim de 2026. Para o câmbio, o mercado manteve a previsão de 5,20 reais para o dólar no encerramento do mesmo ano.
Inflação e juros
Apesar da estabilidade em algumas projeções, a inflação esperada para 2026 aumentou de 4,90% para 4,92%. O resultado fica acima do centro da meta contínua, de 3%, e também supera o teto de tolerância, de 4,5%.
Ao mesmo tempo, a previsão para a Selic no fim de 2026 caiu de 13,75% para 13,50%. A revisão ocorre cinco dias depois de o Copom reduzir a taxa básica de juros de 14% para 13,75% ao ano. Esse foi o quinto corte seguido do ciclo iniciado em março.
O comitê havia afirmado que o cenário apresentava riscos mais elevados que o usual e que o balanço de riscos estava mais inclinado para a alta da inflação. Mesmo assim, o mercado passou a considerar mais uma redução de 0,25 ponto percentual até dezembro.
Atividade e índices
A mediana para o crescimento do PIB em 2026 recuou de 1,89% para 1,88%, em um ajuste marginal. A previsão para o IGP-M neste ano avançou de 4,54% para 4,73%. A estimativa para os preços administrados, como energia e combustíveis, foi mantida em 4,61%.







