O incêndio mais conhecido do rio Cuyahoga durou menos de meia hora e foi apagado pelos bombeiros antes de atingir as pontes de madeira do canal. Mesmo pequeno e rápido, o episódio de junho de 1969 chamou atenção para a poluição acumulada na região de Ohio e ajudou a aumentar a pressão por regras ambientais mais rígidas nos Estados Unidos.
Imagens que ampliaram a pressão
O rio atravessava uma área com grandes fábricas que lançavam óleo e resíduos químicos diretamente na água. Sem tratamento, a sujeira se acumulava na superfície, que ficava escura e espessa. Faíscas de trens ou cigarros jogados de pontes podiam iniciar as chamas.
Ao longo das décadas, o Cuyahoga pegou fogo pelo menos 13 vezes. A poluição também afastava os moradores das margens. No episódio de 1969, fotografias do estrago circularam em revistas e levaram o nível de contaminação do rio à atenção do público.
Mudanças nas regras ambientais
A repercussão pressionou o governo americano a adotar medidas de proteção da natureza. Entre elas estiveram a criação da Agência de Proteção Ambiental, para fiscalizar empresas poluidoras, e a aprovação de uma nova lei de águas limpas, com multas para as fábricas.
O período também marcou o surgimento do primeiro Dia da Terra, criado para alertar a população sobre o lixo. A pressão popular levou a investimentos em saneamento, que alcançaram a região e serviram de exemplo para outras partes do país.
Recuperação da área
A rede de esgoto foi modernizada, e o lixo tóxico foi retirado do solo. A prefeitura investiu milhares de dólares nessas ações.
A bacia, antes afetada por óleo e resíduos industriais, passou a receber pessoas que andam de caiaque e pescam no local. A vida marinha também voltou, e a área se tornou um ponto de passeio para famílias nos fins de semana.







