MATO GROSSO DO SUL — Mato Grosso do Sul ocupa a terceira posição do país na proporção de motoristas com restrições ou exigências registradas na CNH. São 471 carteiras com anotações a cada 100 mil habitantes. O estado fica atrás de Rondônia, com 658, e Tocantins, com 526.
Os dados foram divulgados pela Associação Brasileira de Medicina de Tráfego (Abramet) na segunda-feira (28). O levantamento reúne informações do Registro Nacional de Condutores Habilitados (Renach), mantido pela Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran), e considera registros feitos entre 2015 e 2024.
Diferença entre proporção e total
Na sequência aparecem Acre, com 469 CNHs anotadas a cada 100 mil habitantes, e Amapá, com 417. Quando são considerados os números absolutos, a liderança muda: São Paulo aparece com 36.482 documentos, seguido por Paraná, com 19.429, e Minas Gerais, com 18.920.
As anotações entram na carteira depois do Exame de Aptidão Física e Mental. Se o resultado indicar que o motorista está apto a dirigir, mas precisa atender a uma condição ou usar uma adaptação no veículo, a exigência é registrada na CNH.
Em todo o país, foram identificadas 289.503 CNHs com anotações no período analisado. Como uma carteira pode ter mais de uma exigência, o levantamento contabilizou 861.504 apontamentos, média de três por documento.
Perfil dos motoristas
O número anual de condutores com alguma anotação subiu de 25.325, em 2015, para 32.476 em 2024, crescimento de 28,2% em dez anos. Mais da metade tinha 45 anos ou mais, grupo que corresponde a 53,7% do total.
Entre os motoristas, 83.742 tinham de 45 a 59 anos, o equivalente a 28,9%, enquanto 71.933 tinham 60 anos ou mais, ou 24,8%. A Abramet relaciona o aumento das anotações, entre outros fatores, ao envelhecimento da população.
A exigência mais comum foi a de veículo com transmissão automática, com 131.674 registros, ou 15,3% do total. O uso obrigatório de lentes corretivas representou 14,5%, e a necessidade de direção hidráulica, 11,8%.








