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Auditoria investiga possível uso de verba do SUS em plano privado da Santa Casa

Controladoria aponta falta de documentos e suspeita de mistura entre atendimentos públicos e operações da operadora Santa Casa Saúde.

Auditoria investiga possível uso de verba do SUS em plano privado da Santa Casa
Foto: Paulo Francis/Arquivo

A Controladoria-Geral do Estado (CGE) investiga se a Associação Beneficente Santa Casa de Campo Grande usou recursos repassados pelo Sistema Único de Saúde (SUS) para custear operações de seu plano de saúde privado. A apuração integra a investigação do Grupo Especial de Combate à Corrupção (Gecoc) na Operação Antidotum.

A suspeita ganhou força depois que a instituição não entregou os documentos contábeis exigidos durante uma auditoria. Segundo o relatório da controladoria, a Santa Casa detém quase todo o capital da operadora, mas não apresentou os balanços consolidados. A ausência dos dados dificultou o rastreamento das movimentações financeiras entre as entidades.

O documento também registra que funcionários da associação são beneficiários do plano privado operado pela Santa Casa Saúde. Para a controladoria, essa relação gerou transações significativas entre as duas organizações e reforçou a necessidade de verificar o destino dos recursos.

Áudio cita possível faturamento indevido

Um áudio interceptado durante a investigação e anexado pelo Ministério Público é atribuído ao então gerente administrativo Alessandro Dias Junqueira. Na gravação, ele descreve a sobreposição entre as estruturas de atendimento público e privado e afirma que pacientes do plano de saúde ou do pronto-socorro poderiam ser faturados pelo SUS.

Alessandro também diz que a presidente da instituição, Alir Terra Lima, precisava voltar a atenção para a operadora. Em um trecho, ele afirma: “a gente recebe paciente no pronto-socorro, a gente recebe paciente do privado e fatura pelo SUS, entendeu? E às vezes a gente cobra do paciente”.

A operação cumpriu seis mandados de prisão preventiva, incluindo os de Alir e de diretores da Santa Casa. Também foram realizadas dezenas de buscas e apreensões em Campo Grande, Dourados e Goiânia.

A apuração do Ministério Público aponta ainda que fraudes em contratos e manipulação de dados contábeis provocaram prejuízos iniciais estimados em R$ 4,9 milhões. Os órgãos de controle continuam tentando identificar o destino real das verbas públicas.

Texto produzido pela Redação Casa com Ideia com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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