A desaceleração da atividade econômica e os sinais recentes de menor pressão sobre os preços influenciam a reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), iniciada nesta terça-feira (15). O grupo do Banco Central vai definir o próximo nível da Selic, atualmente em 14% ao ano.
A previsão predominante no mercado é de uma redução de 0,25 ponto percentual, que levaria a taxa para 13,75% ao ano. O resultado será divulgado na noite de quarta-feira (16).
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) teve deflação de 0,32% em agosto. Outros indicadores, porém, mostram perda de ritmo na economia. O Produto Interno Bruto (PIB) cresceu 0,5% no segundo trimestre, enquanto o consumo das famílias recuou 0,4%.
Na indústria, a produção subiu 0,2% em julho, abaixo da estimativa de 0,5%. O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) caiu 0,64% em junho, enquanto a projeção era de retração de 0,50%.
Emprego e cenário internacional
A taxa de desemprego ficou em 5,3%. Já o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) apontou a criação de 58,6 mil vagas formais, quase metade das 115 mil esperadas.
Apesar dos sinais de desaceleração, as projeções para a inflação seguem acima da meta. As incertezas fiscais e o cenário externo também contribuem para a cautela do Banco Central.
O Federal Reserve, banco central dos Estados Unidos, realiza reunião nesta semana em meio a pressões inflacionárias e à alta dos preços de energia. Caso os juros estadunidenses subam, a diferença entre as taxas dos dois países diminuirá, o que pode pressionar o câmbio brasileiro e limitar cortes mais intensos da Selic. O petróleo mais caro também adiciona riscos à trajetória da inflação.







