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Justiça afasta diretoria e nomeia gestor para administrar Santa Casa

Luiz Alberto Kanamura ficará responsável pela instituição por 180 dias, conforme decisão da Justiça de Campo Grande.

Justiça afasta diretoria e nomeia gestor para administrar Santa Casa

A Justiça determinou o afastamento da diretoria da Associação Beneficente de Campo Grande, mantenedora da Santa Casa, e colocou o médico Luiz Alberto Kanamura como gestor provisório da instituição por 180 dias. A decisão foi tomada ontem (23), pelo juiz Eduardo Lacerda Trevisan, da 2ª Vara de Direitos Difusos, Coletivos e Individuais Homogêneos.

A medida ocorreu no mesmo dia em que Heitor Rodrigues Freire tomou posse como presidente da entidade. Com a ordem judicial, a nova composição administrativa anunciada pela Santa Casa deixa de conduzir a gestão do hospital.

Responsabilidades do gestor

Kanamura, que havia sido nomeado superintendente técnico hospitalar, deverá representar a Santa Casa e adotar providências urgentes. Entre as atribuições estão reorganizar contratos, negociar com fornecedores, contratar ou rescindir serviços e equipes e preservar documentos e informações para análise.

O gestor provisório também terá de enviar relatórios mensais ao Judiciário. Os documentos deverão apresentar a situação administrativa, financeira e operacional do hospital, além de contratos, despesas e ações adotadas para reorganizar a instituição.

Na decisão, Trevisan afirma que a Santa Casa atravessa uma crise administrativa e financeira e aponta risco à continuidade dos serviços de saúde. O magistrado menciona dificuldades envolvendo fornecedores, funcionários e prestadores, além de informações apresentadas pelo Ministério Público durante a apuração.

A ordem judicial ainda impede que os integrantes afastados sejam reconduzidos em futuras eleições internas. Bancos, cartórios e outros órgãos deverão ser comunicados para evitar movimentações de gestão pelos dirigentes retirados dos cargos.

A Santa Casa informou que já cumpriu a decisão judicial.

Investigação

A intervenção é relacionada à Operação Antidotum, deflagrada em 11 de setembro pelo Ministério Público de Mato Grosso do Sul. A investigação apura possíveis irregularidades em contratos, pagamentos e mecanismos de controle interno da instituição.

Entre os pontos analisados estão a contratação da Redvalue Tecnologia para serviços de digitalização de documentos e operações ligadas à Santa Casa Saúde. Também são apuradas suspeitas relacionadas ao atendimento de um paciente da rede privada com faturamento pelo SUS, além de questionamentos sobre fiscalização e pagamentos.

A operação determinou a prisão de seis pessoas: Alir Terra Lima, então presidente da Santa Casa; Alessandro Dias Junqueira, que ocupava a diretoria administrativa; Paulo Guilherme Gutierrez Mariosa, ligado à área de Finanças; Rinaldo Hakme Romano, ex-integrante desse setor; Monique Gregório de Oliveira, responsável pelos prontuários; e Maurício Aparecido Benites, empresário relacionado à Redvalue Tecnologia.

Alir Terra Lima já havia sido afastada anteriormente no âmbito da investigação criminal. As defesas dos investigados contestam as medidas. A defesa dela negou a prática de irregularidades e afirmou que pretende demonstrar à Justiça não haver motivos para a manutenção da prisão preventiva.

Texto produzido pela Redação Casa com Ideia com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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