CAMPO GRANDE — Judicrei Rossate da Cunha, de 57 anos, matou a tiros a irmã Vera Lúcia Rossate da Cunha, de 59 anos, dentro do comércio dela e tirou a própria vida logo depois. O crime aconteceu na tarde desta quarta-feira (16), em uma loja de aviamentos na Rua Sagarana, no Bairro Zé Pereira, região oeste da cidade.
Judicrei era servidor público estadual e trabalhava como agente metrológico na Agência Estadual de Metrologia de Mato Grosso do Sul (AEM/MS), órgão delegado e vinculado ao Inmetro. Ele também já havia presidido o Sindinmetro, sindicato dos trabalhadores da agência, e ocupava cargos no órgão havia mais de 15 anos.
Internação e ameaças
Vizinhos e comerciantes disseram que Judicrei não aceitava ter sido internado para tratamento contra as drogas. Vera teria providenciado a internação e também buscado apoio para que o irmão deixasse o vício. Conforme os relatos, ele culpava a irmã pela situação e temia ser exonerado da agência.
Registros no Diário Oficial do Estado mostram diversos pedidos de afastamento de Judicrei para tratamento de saúde. Comerciantes da região afirmaram que ele estava bravo com a irmã e que a ameaçava havia cerca de um ano.
Denise Durelo, comerciante que conhecia Vera, contou que a vítima mantinha a loja havia quase dez anos e chegou a fazer uma rifa para pagar a clínica do irmão. “Ele vinha perseguindo ela há um ano, falando que ia matar, matar e matar”, relatou Denise.
Segundo a comerciante, Vera pediu que ela e o marido observassem a região para evitar a aproximação de Judicrei. A vítima, ainda conforme o relato, vivia tensa e com medo.
A vizinha Eva Silva também falou sobre Vera e disse que ela coordenava vendedoras que comercializavam produtos. Eva afirmou que havia conversado com a comerciante pouco antes do assassinato. O caso envolve a morte de Vera a tiros dentro do próprio estabelecimento e o suicídio de Judicrei em seguida.







