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Defesa de bombeiro preso em Campo Grande afirma que relação foi consensual

Felipe Batista Valeriana Domingues teve a liberdade provisória negada após audiência de custódia nesta quarta-feira (30).

Defesa de bombeiro preso em Campo Grande afirma que relação foi consensual
Foto: Reprodução

A Justiça manteve preso preventivamente o bombeiro militar Felipe Batista Valeriana Domingues, de 37 anos, investigado por estupro contra uma atendente de farmácia, de 35 anos. Em audiência de custódia realizada nesta quarta-feira (30), a defesa alegou que a relação foi consensual e afirmou que o servidor teria sido vítima de extorsão.

O pedido de liberdade provisória sem fiança foi apresentado pelo advogado Gustavo Ferreira Santos. Segundo a defesa, terceiros enviaram mensagens exigindo dinheiro para não denunciar o caso à Deam (Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher). O advogado anexou conversas trocadas por aplicativo com um contato identificado como “Gold PH Brito”.

“Em verdade o custodiado é a verdadeira vítima desta trama”, escreveu o defensor. A defesa também sustentou que Felipe tem residência fixa, não possui antecedentes criminais e trabalha como servidor público estadual desde 2016.

Decisão judicial

A juíza Tatiana Dias de Oliveira Said negou a liberdade provisória durante a audiência realizada no Fórum de Campo Grande. A magistrada destacou que a prisão atende a um mandado preventivo expedido pela 3ª Vara de Violência Doméstica e Familiar Contra a Mulher.

Conforme a decisão, a audiência de custódia verifica a legalidade da prisão e a garantia dos direitos do autuado. A análise sobre manter ou revogar a medida cautelar cabe ao juízo de origem. Como o investigado é militar, a juíza determinou que a Agepen (Agência Estadual de Administração Penitenciária) providencie local adequado para o cumprimento da prisão e preserve a integridade física dele.

Relato da denúncia

Conforme o registro da ocorrência, a mulher trabalhava em uma farmácia no Bairro Aero Rancho. No último dia 15, o bombeiro teria ido ao estabelecimento e se apresentado como “Felipe Lorde”. Depois de trocar olhares com a atendente, ele deixou um bilhete com o telefone para que outra funcionária entregasse a ela.

Os dois passaram a conversar por telefone e marcaram um encontro. Durante as conversas, a mulher teria descoberto que Felipe era casado. Ela afirmou aos policiais que o questionou, mas ele negou. Também contou que ele dizia trabalhar como segurança privada e fazer “bico” em uma casa noturna próxima à farmácia. Funcionários do local teriam confirmado que ele era casado.

Depois de desistir do encontro, a mulher teria sido bloqueada nas redes sociais. No sábado, segundo o relato, Felipe a desbloqueou, voltou a enviar mensagens e disse que a buscaria no trabalho às 22h.

A denúncia afirma que ele esperou pela vítima na saída, chamou-a até o carro e seguiu para o Bairro Centenário. Em uma rua escura, teria retirado uma arma, colocado o objeto sob o banco e obrigado a mulher a manter relação sexual. Durante o ato, ele também teria pegado o celular dela, que foi devolvido depois. A vítima deixou o veículo, foi até a casa de um amigo, formalizou a denúncia e passou por exame de corpo de delito.

Prisão

A equipe da Deam cumpriu o mandado de prisão preventiva na casa do militar na manhã deste domingo (27). Conforme o registro, Felipe se recusou inicialmente a sair da residência e afirmou que não se entregaria. Após negociações, ele concordou em deixar o imóvel e foi levado à delegacia em uma viatura do Corpo de Bombeiros. Uma arma Taurus 9 mm foi apreendida.

Felipe também tem outros três registros na DEPCA (Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente) relacionados a assédio sexual. Os registros foram feitos nos meses de janeiro e junho de 2022.

O Corpo de Bombeiros informou que está ciente do caso e que a situação é apurada. A instituição declarou que não compactua com formas de violência e que possíveis condutas incompatíveis com seus valores e deveres são investigadas.

Texto produzido pela Redação Casa com Ideia com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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