CAMPO GRANDE — O menino de dois anos com suspeita de febre maculosa será transferido do Pronto Atendimento Pediátrico Tiradentes para o Hospital de Câncer Alfredo Abrão, em Campo Grande. A informação foi divulgada pela mãe, Dayana Cristina de Oliveira, nesta manhã (30). A família aguardava a chegada da ambulância.
A criança esperava por uma vaga havia quase um dia. Segundo a mãe, os sintomas começaram no domingo (27), depois que o menino teve contato com carrapatos na casa da avó, também em Campo Grande.
“No domingo à noite começou a febre”, relatou Dayana. Ela disse que, durante a madrugada, o filho acordou gritando e chorando. As mãos, as pernas, os lábios, a parte interna da bochecha e a garganta apresentavam pontos vermelhos. Nesta manhã, também surgiram bolhas dentro da boca.
A mãe afirmou que pressionou pela transferência e comprou um antibiótico indicado para a doença, pois o medicamento não estava disponível na unidade de saúde.
Situação clínica e investigação
A Secretaria Municipal de Saúde informou, em nota, que o paciente está estável e continua sob os cuidados da equipe médica. A pasta foi questionada sobre a transferência para o Hospital de Câncer Alfredo Abrão.
O caso foi registrado no Sistema de Informação de Agravos de Notificação como suspeita de febre maculosa. O documento reúne sinais como febre, dor de cabeça, dor muscular, pontos vermelhos ou roxos na pele e nas mucosas, além de histórico de picada.
A confirmação depende de dois exames sorológicos. Os resultados podem levar cerca de duas semanas e 21 dias para ficar prontos.
Registros da doença
O último caso confirmado de febre maculosa em Mato Grosso do Sul ocorreu em 2018. A vítima era um homem de 34 anos, morador de Campo Grande, que havia viajado para a área rural de Sidrolândia antes da infecção.
A doença é causada por uma bactéria transmitida pela picada do carrapato-estrela. Entre os sintomas descritos estão febre, dor de cabeça intensa, náuseas, vômitos, diarreia ou dor abdominal, dor muscular, inchaço e vermelhidão nas palmas das mãos e nas solas dos pés. Também podem surgir manchas vermelhas nos pulsos e tornozelos, sem coceira, que avançam para outras áreas do corpo.







