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Biomédica escapa de cárcere em Campo Grande após fingir perdoar agressor

Mulher de 25 anos foi mantida presa no apartamento, conseguiu pedir ajuda no trabalho e levou a polícia até o namorado.

Biomédica escapa de cárcere em Campo Grande após fingir perdoar agressor

Uma biomédica de 25 anos conseguiu escapar de um apartamento onde era mantida em cárcere privado após fingir que havia perdoado o namorado e desistido do fim do relacionamento. O homem, de 37 anos, foi preso e teve a prisão preventiva decretada nesta quinta-feira (10), durante audiência de custódia.

A vítima contou à Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam) que estava com o suspeito havia três meses. Nesse período, segundo o relato, ele controlava sua rotina, proibia que saísse sozinha e exigia o compartilhamento da localização do celular em tempo real, inclusive durante o trabalho.

Agressões e fuga

As agressões começaram na madrugada de domingo (6), por volta de 1h30, depois que a biomédica saiu sozinha no sábado sem autorização do namorado. O homem deu tapas no rosto e nos braços dela, fez ameaças de morte e a xingou. Quando ela afirmou que queria terminar, foi trancada no apartamento.

Sob ameaça, a mulher precisou telefonar para a mãe e dizer que “estava tudo bem”. Depois, teve o celular tomado. A saída só ocorreu nesta quinta-feira (10), quando ela fingiu ter perdoado o agressor. Ele permitiu que fosse trabalhar, mas determinou que o rastreador do aparelho permanecesse ativado.

No trabalho, a biomédica conseguiu falar com a irmã, que a orientou a procurar a polícia. Policiais civis foram ao apartamento no Bairro Tiradentes e encontraram o suspeito. Durante a abordagem, ele não quis mostrar as mãos, e os agentes usaram força moderada para contê-lo e algemá-lo.

No caminho até a delegacia, o homem fez ameaças veladas e tentou intimidar os policiais ao perguntar se sabiam quem era seu pai. Ele também afirmou ser filho de uma autoridade de Bela Vista.

A consulta aos dados revelou dois mandados de prisão expedidos pela Comarca de Bauru (SP). Um deles era de recaptura por condenação por lesão corporal; o outro estava relacionado a uma pena de 1 ano, 1 mês e 9 dias de prisão pelo crime de perseguição, conhecido como stalking.

O suspeito foi autuado em flagrante pelos crimes cometidos em Campo Grande e permaneceu preso preventivamente após a audiência de custódia.

Texto produzido pela Redação Casa com Ideia com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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