Um estudo do consórcio científico Climameter aponta que um período seco de três meses tão severo quanto o observado na Europa entre junho e agosto de 2026 é agora aproximadamente três vezes mais provável do que no passado, entre 1950-1987.
A análise considera a seca registrada em agosto em nove países: Áustria, Bélgica, Bósnia, França, Hungria, Luxemburgo, Sérvia, Eslováquia e Suíça. Em todos eles, o mês foi o mais seco desde o início da coleta de dados do Observatório Europeu da Seca (EDO), em 2012.
Como o alerta é calculado
O EDO combina observações por satélite com três parâmetros: precipitações, umidade do solo e estado da vegetação. A partir desses indicadores, o observatório acompanha os níveis de seca no continente.
A Europa Central concentrou os maiores níveis de alerta. Em agosto, dois terços da Hungria e um terço da Eslováquia e da Sérvia estavam na faixa mais alta do sistema do EDO.
No conjunto da União Europeia, a falta d’água atingiu 58% do território, equivalente a quase 2,5 milhões de quilômetros quadrados. O índice ficou 25 pontos percentuais acima da média de agosto entre 2012 e 2025.
Apesar disso, o resultado não superou o recorde geral de 63%, registrado em agosto de 2022. O estudo do Climameter foi publicado nesta quinta-feira.








