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Geleiras perdem 1.400 gigatoneladas de água em dois anos, diz OMM

Relatório aponta queda nas reservas de água doce, vazões anormais dos rios e risco maior de secas e enchentes com o El Niño.

Geleiras perdem 1.400 gigatoneladas de água em dois anos, diz OMM

As geleiras do mundo perderam 1.400 gigatoneladas de água entre 2023 e 2025, segundo o relatório anual da Organização Meteorológica Mundial (OMM) sobre os recursos hídricos. O volume equivale a quase um terço das extrações anuais de água doce do planeta.

A perda de massa de gelo ocorreu em todas as regiões e deve marcar 2025 como o quarto ano seguido de redução importante nas geleiras. O período também esteve entre os anos mais quentes já registrados.

Reservas em queda

A OMM informou que as reservas de água doce continuam diminuindo há uma década. Esse conjunto inclui a água armazenada em aquíferos, lagos, rios, no solo, na vegetação, no gelo e na neve.

As águas subterrâneas também apresentam sinais de redução em muitas partes do mundo há vários anos. Quase dois terços dos poços monitorados globalmente registraram condições fora da norma histórica em 2025, afirmou a secretária-geral da OMM, Celeste Saulo.

Para a dirigente, as águas subterrâneas e as geleiras funcionam como uma reserva para períodos de seca. “Estamos gastando nossas reservas”, advertiu.

Rios e efeitos do El Niño

Os rios já apresentavam vazões anormais antes de o El Niño ser percebido, de acordo com a OMM. 2025 ficou entre os três anos mais secos para os rios em 35 anos. Pelo sétimo ano consecutivo, as bacias fluviais em condições normais foram minoria: representaram 36% do total.

O El Niño é a fase quente de um ciclo climático natural que ocorre a cada dois a sete anos. Ele envolve temperaturas oceânicas acima da média no Pacífico e altera os padrões de ventos e precipitações em escala mundial.

A OMM prevê que o fortalecimento do fenômeno aumente o risco de seca em algumas áreas e de enchentes em outras. A organização também relacionou o cenário ao crescimento dos desastres ligados à água.

Elementos como precipitação, vazão dos rios e umidade do solo podem mudar em dias ou semanas, conforme as condições meteorológicas. Por isso, a OMM destacou a necessidade de dados compartilhados, normas comuns e alertas precoces para acompanhar o ciclo da água.

Texto produzido pela Redação Casa com Ideia com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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