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El Niño expõe diferenças regionais e amplia riscos no Brasil

O fenômeno altera chuvas e temperaturas, mas seus impactos dependem também da infraestrutura e da vulnerabilidade de cada território.

El Niño expõe diferenças regionais e amplia riscos no Brasil

O El Niño, marcado pelo aquecimento das águas do Oceano Pacífico Equatorial, produz efeitos diferentes nas regiões brasileiras. No Sul, pode provocar chuvas intensas, cheias de rios, inundações urbanas e perdas de solo agrícola. Já o Norte e o Nordeste enfrentam secas prolongadas, com redução do nível dos rios amazônicos, dificuldades para o transporte de comunidades ribeirinhas e maior vulnerabilidade hídrica no semiárido.

No Centro-Oeste e no Sudeste, a irregularidade das chuvas e as oscilações de temperatura afetam o ciclo das safras, os reservatórios usados na geração de energia e o abastecimento de água.

O risco não depende só do clima

A dimensão dos impactos também está ligada à exposição de pessoas, animais, infraestruturas e bens, além da vulnerabilidade socioeconômica e da capacidade de adaptação e resiliência diante do evento. Por isso, uma mesma tempestade ou onda de calor pode produzir consequências diferentes em um bairro com infraestrutura consolidada e em uma ocupação periférica em encosta sujeita a deslizamentos.

As perdas agrícolas também podem elevar o preço dos alimentos e atingir de forma desproporcional as famílias de menor renda. O fenômeno é natural, mas a vulnerabilidade e o risco são construídos socialmente.

Embora sua origem ainda não seja completamente compreendida pela comunidade científica, o El Niño ocorre sobre um oceano e uma atmosfera aquecidos pelo aquecimento global de origem humana. O evento de 2026/2027 se configurou rapidamente, ainda não atingiu seu ápice e já supera episódios marcantes registrados em 1983, 1997 e 2015.

Prevenção e planejamento

O enfrentamento desse cenário exige políticas permanentes de planejamento territorial, adaptação climática, gestão e prevenção de riscos e promoção de justiça socioambiental. A universidade pública, especialmente a ciência geográfica, pode fornecer diagnósticos e análises integradas da paisagem e da sociedade para apoiar os entes da União.

Para Rafael Rodrigues da Franca, professor do Departamento de Geografia da UnB (Universidade de Brasília), investimentos em pesquisa, monitoramento preventivo e ordenamento territorial são necessários para transformar a produção científica em proteção para a população brasileira diante da mudança do clima.

Texto produzido pela Redação Casa com Ideia com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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