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Garras aponta avanço do Comando Vermelho e recrutamento de adolescentes em MS

Polícia Civil relaciona facção a homicídios, tribunais do crime e aliciamento de jovens em cidades do interior de Mato Grosso do Sul.

Garras aponta avanço do Comando Vermelho e recrutamento de adolescentes em MS
Foto: Divulgação/PCMS

A Polícia Civil aponta o avanço do Comando Vermelho por Mato Grosso do Sul, com registros de homicídios, execuções, confrontos com policiais e possíveis tribunais do crime. A Garras também investiga o recrutamento de adolescentes por meio da chamada narcocultura, com oferta de dinheiro, armas, ostentação e sensação de pertencimento.

A facção, de origem carioca, teria ampliado sua atuação a partir da região de fronteira com Mato Grosso. A expansão alcançou cidades como Sidrolândia, Rio Brilhante e Maracaju e, conforme a polícia, começou a ser percebida no Norte do Estado, em municípios próximos à divisa.

Operações interrompem possíveis execuções

Nas últimas diligências, três suspeitos morreram em confrontos com policiais. As ações também resultaram em 11 prisões e na apreensão de armas, munições e drogas. Em uma das ocorrências, quatro pessoas foram resgatadas de um imóvel em Rio Brilhante onde, segundo a investigação, seriam torturadas e mortas.

O local foi descoberto durante a apuração do assassinato de Kauan Rodrigues de Matos, de 20 anos, no Bairro Benedito Rondon. A polícia afirma que o crime teria relação com a disputa entre facções rivais. Os autores chegaram em uma motocicleta roubada, atacaram a vítima com uma faca e fizeram um disparo.

Entre os investigados estava Erique Junior Roque de Oliveira, de 25 anos. Ele reagiu à abordagem, foi atingido por disparos e morreu depois de ser socorrido. No imóvel, os policiais encontraram dois homens amarrados e ajoelhados e duas mulheres trancadas em um quarto.

Em Campo Grande, Paulo Ricardo Bueno, conhecido como “Terrível” ou “Pierre CV”, morreu durante uma abordagem da Garras no Bairro Aero Rancho. Segundo a investigação, ele era apontado como um dos principais pistoleiros da organização em Sidrolândia, Rio Brilhante e Maracaju. A polícia relaciona o suspeito a quatro homicídios em Sidrolândia e a outros crimes em Rio Brilhante.

Disparos em locais com outras pessoas

Para Roberto Guimarães, delegado titular da Garras, os criminosos demonstram disposição para atirar mesmo quando há outras pessoas por perto. “Eles chegam e disparam de forma aleatória, sem se preocupar com qualquer tipo de efeito colateral”, afirmou durante coletiva na manhã desta sexta-feira (25).

O delegado citou a morte de uma criança de 3 anos durante um ataque no interior como exemplo desse comportamento. Ele também afirmou que suspeitos têm reagido armados durante abordagens policiais.

Recrutamento de adolescentes

A Polícia Civil usa o termo narcocultura para descrever a influência das organizações criminosas sobre adolescentes, principalmente nas redes sociais. Armas, dinheiro, joias, símbolos e códigos das facções são apresentados como sinais de status e pertencimento.

De acordo com Roberto Guimarães, os jovens podem ser usados para guardar drogas e armas, alugar imóveis, apoiar a logística dos grupos e executar crimes. “Eles acabam integrando esses grupos de organização criminosa como uma própria forma de se identificar ou se pôr naquele meio social”, explicou.

O delegado Ivan Barreira, diretor do Departamento de Polícia Especializada, afirmou que a expansão começou na região de Coxim, passou por Costa Rica e Três Lagoas e avançou para a região Sul. A polícia também investiga determinações que teriam origem fora do Estado e busca identificar as lideranças da organização.

A estratégia da Garras é atingir a estrutura criminosa, além de esclarecer homicídios, para impedir a consolidação da facção em Mato Grosso do Sul.

Texto produzido pela Redação Casa com Ideia com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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