Um sistema de alarme de incêndio sem cabeamento convencional é uma das tecnologias apresentadas na Ficons 2026, feira voltada à cadeia da construção civil. A solução permite a comunicação entre os dispositivos sem a necessidade da infraestrutura tradicional de fios.
O equipamento é apresentado pela Tática Vital, empresa que atua com prevenção e combate a incêndios. Segundo Gabriel Luscher Albinati, proprietário da empresa, a tecnologia pode facilitar a instalação em determinados imóveis, principalmente quando intervenções na estrutura dificultam a execução do serviço.
“Essa tecnologia traz mais agilidade à instalação, sem a necessidade de obras demoradas ou de interromper a rotina de uma indústria ou comércio, por exemplo”, afirma Albinati. Ele também relaciona o sistema ao custo-benefício, à redução de manutenções frequentes e à diminuição da possibilidade de falhas.
A Ficons 2026 é realizada no Centro de Convenções de Pernambuco e segue até 18 de setembro de 2026, das 15h às 21h. A programação inclui tecnologias, equipamentos e demonstrações relacionadas à prevenção e ao combate a incêndios.
Segurança planejada desde o projeto
A proteção contra incêndios envolve mais do que a instalação de extintores e outros equipamentos obrigatórios. O planejamento deve levar em conta as características e o uso de cada imóvel, incluindo sistemas de detecção e alarme, sinalização, iluminação de emergência, rotas de fuga, equipamentos de combate e treinamento das pessoas que ocupam os espaços.
Esses cuidados são especialmente considerados em empresas, indústrias e condomínios residenciais. As medidas também precisam acompanhar mudanças nas edificações, como novos materiais, sistemas construtivos, instalações elétricas, automação e diferentes formas de ocupação.
O Projeto de Segurança Contra Incêndio e Pânico e o Atestado de Vistoria do Corpo de Bombeiros (AVCB) fazem parte do processo de regularização e segurança, conforme as exigências aplicáveis a cada empreendimento.
Manutenção mantém sistemas disponíveis
A aprovação do projeto e a instalação dos equipamentos não encerram as etapas de prevenção. Inspeções, manutenção e treinamento são necessários para que os sistemas estejam disponíveis quando houver uma emergência.
“A discussão não termina, entretanto, com a aprovação do projeto ou a instalação dos equipamentos”, reforça Albinati. Para ele, um equipamento instalado, mas sem condições adequadas de funcionamento, pode comprometer a resposta a uma ocorrência.
Para Paulo Wanderley, presidente do Sindicato das Indústrias da Construção Civil do Estado de Pernambuco (Sinduscon-PE), a presença do tema em uma feira do setor mostra que a segurança deve ser considerada nas fases de projeto, construção e funcionamento das edificações.








