CAMPO GRANDE — Etiquetas de localização vendidas a partir de R$ 55 passaram a ocupar mais espaço nos boxes do Camelódromo de Campo Grande. Os dispositivos são usados para ajudar a encontrar malas, chaves, bicicletas, carros, motos e animais, mas não funcionam todos da mesma maneira nem oferecem necessariamente localização em tempo real.
No Box da Fran, Francielly Carlos de Barros comercializa diferentes modelos. O AirTag original, da Apple, custa R$ 300, enquanto versões similares saem por cerca de R$ 80. Já os rastreadores com chip são vendidos a partir de R$ 550 e podem ser acompanhados por celulares de diferentes marcas.
A procura maior é por aparelhos que possam ser escondidos em veículos para ajudar na localização em caso de furto ou roubo. Também há acessórios para prender as etiquetas a chaveiros e coleiras. Francielly afirma vender de um a dois AirTags originais por dia e ter percebido aumento na procura no último ano.
Durante as férias, viajantes procuram os dispositivos para colocar nas malas e tentar encontrá-las em caso de extravio. Denise Valéria Velarde, uma das proprietárias de um box que funciona há 25 anos no Camelódromo, diz que os produtos vendidos por R$ 55 são usados principalmente em bagagens, objetos pessoais e coleiras. “No fim do ano vende bastante, por causa das viagens”, afirma.
Uma cliente também usou as etiquetas durante uma viagem à praia com os três filhos. De acordo com Francielly, ela comprou três aparelhos, um para cada criança, para facilitar a localização em meio ao movimento.
Diferenças entre os modelos
Algumas etiquetas dependem do Bluetooth e de celulares próximos para atualizar a posição. Outras usam GPS e rede móvel. O AirTag, da Apple, não tem GPS nem conexão própria com a internet: quando se afasta do dono, envia um sinal Bluetooth que pode ser identificado por dispositivos Apple próximos integrados à rede Buscar. Em locais com poucos aparelhos por perto, a atualização pode demorar.
A Apple informa que o AirTag foi desenvolvido para localizar objetos pessoais e não deve ser usado para rastrear pessoas. Nos modelos com GPS, a posição é calculada por sinais de satélite e pode ser enviada ao aplicativo pela rede móvel. Conforme o aparelho, também é necessário usar chip e plano de dados.
No Shop Shirley, o dispositivo custava R$ 70, mas deixou de ser vendido por causa da compatibilidade. Maicon Leandro, que trabalha no local há dez anos, afirma que havia procura de usuários de Android, enquanto o modelo disponível funcionava apenas com iPhone.








