PAULISTA — Três trechos da Praia do Janga estão impróprios para banho até esta quinta-feira (10), conforme o boletim mais recente da Agência Estadual de Meio Ambiente (CPRH). A informação foi divulgada depois que cinco crianças apresentaram diarreia e vômito após entrar na água e brincar na lama formada pela maré baixa, no último sábado (5).
A família de Bruna Michele esteve na área próxima ao Armazém Coral às 14h. O grupo deixou a praia antes de completar 20 minutos porque Ana Laura, de três anos, teve uma crise de asma. Em casa, a menina melhorou, e as crianças não tiveram sintomas imediatamente.
Crianças receberam atendimento
Os primeiros sinais apareceram no domingo (6), quando Samuel, vizinho de Bruna, de 13 anos, teve diarreia e vômitos. Na família, Daniel Roberto, de 12 anos, foi o primeiro a reclamar de náuseas. Danilo Henrique, de 8 anos, e Ana Laura tiveram queixas semelhantes durante a madrugada de segunda-feira (7).
Bruna afirmou que as crianças não comeram na praia. A família levou biscoitos e água de casa, e ela associou o episódio ao único passeio feito em conjunto: o banho de mar no sábado (5).
Como os sintomas não melhoraram com a medicação dada em casa, Bruna levou os três filhos à Policlínica Amaury Coutinho, no bairro de Campina do Barreto, na Zona Norte do Recife, na segunda-feira (7). Os profissionais identificaram desidratação, medicaram as crianças e deram diagnóstico de infecção bacteriana. Elas receberam alta na manhã desta terça-feira (8), mas continuam com náusea e diarreia e fazem tratamento com antibiótico em casa.
“É muito importante procurar conhecer as praias impróprias para não tomar banho nelas”, afirmou Geraldo Moura, diretor de Monitoramento e Inovação Ambiental da CPRH. Segundo ele, o contato com água nessas condições pode oferecer riscos como gastroenterites virais e bacterianas, infecções bacterianas, otite e conjuntivite. Em caso de desconforto, a orientação é procurar um posto de saúde.
Órgãos avaliam a situação
Bruna disse que só soube na policlínica que a Praia do Janga era imprópria para banho e que havia, no local, um ponto de saída de um canal de esgoto. A empreendedora voltou de Brasília há quase dois anos e contou que não tinha o costume de frequentar praias.
A CPRH informou que os relatórios de balneabilidade são divulgados semanalmente no site da agência. A Prefeitura do Paulista afirmou que acompanha o caso. A Secretaria de Meio Ambiente (SEMMA) explicou que o esgotamento sanitário é responsabilidade da Compesa, enquanto a CPRH monitora a qualidade da água do mar.
Sobre a água escura, a prefeitura informou que será necessária uma avaliação técnica para identificar a origem e verificar eventual relação com o ocorrido. A Compesa declarou que não opera a rede coletora de esgoto no trecho citado. Nas áreas atendidas pela empresa, segundo a companhia, o esgoto é encaminhado às estações de tratamento, sem lançamento de efluentes nas praias.








