PAULISTA — A Prefeitura de Paulista informou que tem um projeto protocolado junto ao governo do estado para requalificar e ampliar a urbanização da orla do Janga, em um trecho de cerca de 3,5 quilômetros. A proposta inclui recuperação da área existente, passeios acessíveis, espaços para atividades físicas e recreativas, playgrounds e ciclovia ou ciclofaixa onde houver viabilidade técnica. A execução depende da liberação de recursos estaduais.
A gestão municipal também afirmou que realiza ações de limpeza, ordenamento, fiscalização e preservação ambiental na orla, dentro de suas competências legais. Sobre a balneabilidade, disse acompanhar as condições das praias da cidade e orientar a população a seguir as recomendações dos órgãos competentes para o uso das áreas de banho.
Três trechos estão classificados como impróprios
O boletim mais recente da Agência Estadual de Meio Ambiente (CPRH) aponta que três trechos da Praia do Janga estão impróprios para banho até quinta-feira (10). A classificação considera a qualidade da água do mar e indica que os banhistas devem evitar o contato com a água nos pontos sinalizados.
A CPRH realiza análises periódicas e divulga os resultados semanalmente. Em Pernambuco, 27 pontos balneários são monitorados pela agência, e 14 foram classificados como impróprios para banho no boletim mais recente. Três deles ficam no Janga.
A agência esclarece que a classificação se refere à água e não à faixa de areia. O diretor-presidente da CPRH, José de Anchieta dos Santos, afirmou: “não há proibição de frequentar a praia, mas recomendamos apenas que o banho não é recomendado”. A orientação é consultar os boletins antes de ir às praias e evitar os trechos indicados.
A preocupação aumentou depois que crianças apresentaram vômito e diarreia após entrarem no mar no último sábado (5). Moradores também questionam a origem de uma água escura observada nas proximidades da praia.
Moradores relatam poluição e dificuldade de circulação
Nereide Diniz, corretora que vive no Janga há 13 anos, disse que a comunidade enfrenta falta de infraestrutura e assistência do poder público. Ela citou a presença de um canal, águas poluídas e problemas relacionados ao esgoto na região.
Tawan Batista, morador do local há dois anos, relatou que a poluição e o acúmulo de lixo dificultam o banho de mar. O radiojornalista, de 22 anos, também afirmou que a falta de limpeza adequada contribui para os problemas enfrentados por quem frequenta a orla.
O aposentado Vandoci Dantas de Lima, morador do Janga há 50 anos, relacionou problemas de organização e circulação no calçadão à falta de aplicação da Lei Estadual nº 12.321, de 2003. Aos 73 anos, ele criticou a presença de patinetes no espaço destinado à caminhada e às atividades físicas.
A legislação estabelece regras para o uso da orla marítima de Pernambuco. Entre elas estão normas sobre bicicletas, patins, skates e animais na faixa de praia. Os tutores devem recolher imediatamente as fezes dos animais. A fiscalização cabe aos órgãos competentes das prefeituras, com apoio da Polícia Militar de Pernambuco.
A Prefeitura de Paulista afirmou ainda que os tutores devem manter os animais sob controle durante os passeios e recolher as fezes, contribuindo para a limpeza, a conservação e o uso adequado da orla.








