CAMPO GRANDE — Um morador de 47 anos da Vila Sobrinho perdeu R$ 1.350 depois de ser ameaçado por uma pessoa que dizia fazer parte do Primeiro Comando da Capital (PCC). O homem havia entrado em contato com uma acompanhante por meio de um site, mas não chegou a marcar o encontro. O caso foi registrado na quarta-feira (16), na Depac Centro, como extorsão.
Na terça-feira, o morador acessou o site Hot/MS e perguntou a uma mulher quais eram os valores cobrados pelo programa. Ela informou preços de R$ 800 e R$ 600. O homem respondeu que pretendia deixar o encontro para outra data e não combinou o serviço.
No dia seguinte, ele recebeu mensagens pelo WhatsApp de uma pessoa que se identificou como integrante da chamada “disciplina do PCC”. O contato afirmou que o nome do morador estaria em uma suposta lista negra da organização e que o pavilhão feminino teria emitido um “salve” contra ele.
Ameaças e pagamentos
O suspeito exigiu dinheiro para retirar o nome da vítima de um suposto caderno preto. Durante a conversa, apresentou diversos dados pessoais do morador, que passou a acreditar que as ameaças poderiam ser concretizadas.
Com medo, o homem fez dois pagamentos por Pix, que somaram R$ 1.350. Mesmo após as transferências, as mensagens continuaram. O desconhecido disse que sabia onde ele morava e que havia pesquisado informações sobre sua vida.
Na sequência, o suspeito afirmou que o morador precisaria pagar mais R$ 2 mil porque nunca havia contribuído com o grupo. Diante da nova cobrança, a vítima parou de responder e procurou a polícia.
O registro foi feito na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac) Centro.







