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Justiça determina vaga pública para idoso que vivia em clínica desativada

Município de Dourados deverá garantir moradia, alimentação, higiene e acompanhamento médico ao homem de 65 anos.

Justiça determina vaga pública para idoso que vivia em clínica desativada
Foto: Divulgação/Arquivo

A Justiça determinou que o Município de Dourados, no Mato Grosso do Sul, providencie uma vaga em instituição pública para um homem de 65 anos com transtorno mental e sem amparo familiar. Ele permanecia em uma clínica terapêutica privada que havia encerrado as atividades.

A decisão foi obtida após atuação da Defensoria Pública de Mato Grosso do Sul, que pediu a transferência para um local com estrutura adequada. O município deverá assegurar alimentação, higiene e acompanhamento médico. Em caso de descumprimento, foi estabelecida multa diária de R$ 1 mil, limitada a R$ 30 mil.

Permanência na clínica

O idoso havia sido internado na clínica por determinação judicial e recebeu alta médica no fim de 2024. Mesmo depois disso, continuou no imóvel porque, conforme a Defensoria Pública, o poder público municipal não havia apresentado uma alternativa de moradia compatível com as necessidades dele.

Embora o local já não funcionasse regularmente, o homem continuava ali sem o suporte que havia motivado sua permanência anterior. A situação levou a Defensoria a apresentar um mandado de segurança para pedir que a prefeitura providenciasse a transferência.

O pedido protetivo havia sido extinto em primeira instância, e o assistido foi excluído do processo pelo Juizado Especial Cível e Criminal de Dourados. A instituição recorreu à Turma Recursal Mista e argumentou que questões processuais não poderiam impedir uma medida urgente diante do risco de desamparo.

O defensor público Leonardo Ferreira Mendes, titular da Defensoria Pública de Defesa da Saúde de Dourados, afirmou que o caso exigia proteção prioritária. Na ação, ele declarou: “A intervenção defensorial decorre de atribuição constitucional e legal própria”.

Ao avaliar o pedido de urgência, a Justiça considerou que o encerramento das atividades da clínica representava risco de dano irreparável. A decisão foi divulgada na última quinta-feira (3), mas o processo ainda terá manifestação do Ministério Público antes do julgamento do mérito.

Texto produzido pela Redação Casa com Ideia com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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