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Três acusados por morte em loja de veículos são levados para presídio em Campo Grande

Justiça recebeu denúncia contra empresário apontado como mandante e dois pistoleiros pela morte de Vitor Orsini, em Dourados.

Três acusados por morte em loja de veículos são levados para presídio em Campo Grande
Foto: Reprodução

Os três presos acusados pela morte de Vitor Orsini, de 19 anos, foram transferidos para a Penitenciária Estadual Masculina de Regime Fechado da Gameleira II, em Campo Grande, conhecida como “Federalzinha”. A Justiça recebeu a denúncia do Ministério Público e tornou réus o empresário Claudio Henrique de Arruda e os pistoleiros Denis Barbosa de Melo e Alexsander Gonçalves Borges.

A transferência ocorreu há uma semana e foi classificada pelo sistema penitenciário como medida de “motivo operacional”. Antes, os três estavam na Penitenciária Estadual de Dourados. Eles aguardam o julgamento na unidade da Capital, que tem 110 celas e capacidade para 603 internos em regime fechado.

Denúncia aceita pela Justiça

Nesta semana, o juiz Rodrigo Barbosa Sanches, da Vara das Garantias, Tribunal do Júri e Execução Penal, aceitou a denúncia por homicídio qualificado, associação criminosa, posse ilegal de armas e corrupção de menores. A acusação de corrupção de menores está relacionada à contratação de um adolescente de 17 anos para furtar a moto usada no crime.

Também viraram réus Jeferson Lopes, de 31 anos, conhecido como “Boy”, e Marcos Antonio Olmedo Vera, de 23 anos, o “Marquinhos”. Os dois, moradores em Ponta Porã, seguem foragidos e são apontados como responsáveis por contratar os pistoleiros e fornecer a arma.

O juiz determinou ainda a conclusão do laudo pericial dos celulares apreendidos, a tomada de depoimentos de motoristas de aplicativo contratados pelos envolvidos e a identificação de quem fez, por Pix, o pagamento ao adolescente. O dinheiro saiu da conta de uma empresa não revelada.

Jovem foi morto por engano

Vitor foi assassinado em 7 de agosto de 2026, dentro da loja de revenda de veículos do pai, na Avenida Hayel Bon Faker, em Dourados. Segundo a investigação da Polícia Civil, o alvo seria Adriano, de 39 anos, que tinha uma dívida com Claudio de Arruda.

O empresário, dono de uma academia de musculação em Ponta Porã, é apontado como mandante. A dívida teria origem em um empréstimo de R$ 240 mil e, com a correção de juros, chegado a R$ 300 mil. Claudio teria atraído Adriano à loja para negociar uma Toyota Hilux SW4, mas ele se atrasou porque comprava materiais de construção com a esposa.

Denis, apontado como o autor dos disparos, teria recebido R$ 20 mil para executar o alvo. Alexsander teria ganhado R$ 5 mil para pilotar a moto, enquanto o adolescente recebeu R$ 1.500 pelo furto do veículo.

De acordo com o depoimento atribuído a Denis, ele confundiu Vitor com o homem que deveria ser morto ao vê-lo circulando pela loja junto do pai. O jovem foi atingido por três tiros e morreu a caminho do hospital.

Após o crime, Denis e Alexsander abandonaram a moto no Jardim Canaã VI e seguiram para Ponta Porã em um carro de aplicativo. De volta à região de fronteira, teriam sido informados de que a pessoa errada havia sido morta. Denis foi preso no dia 11 de agosto, em um hotel no distrito de Nova Itamarati.

Texto produzido pela Redação Casa com Ideia com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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