CAMPO GRANDE — Mauro Arce Miranda, de 58 anos, foi preso em flagrante nesta sexta-feira (18), em Campo Grande, com 1.655,6 quilos de maconha armazenados em uma casa no Assentamento Vale do Sol. A polícia também apreendeu uma espingarda calibre .22 e seis munições do mesmo calibre.
O homem já havia sido condenado a 21 anos e 7 meses de prisão por tráfico de drogas. Ele estava em livramento condicional desde abril de 2025, depois de passar pelos regimes fechado e semiaberto.
A prisão ocorreu após investigadores da Denar receberem uma denúncia sobre a movimentação frequente de pessoas e veículos no imóvel, além do transporte de fardos. No local, os agentes encontraram tabletes de maconha espalhados por diferentes cômodos.
Segundo a polícia, Mauro admitiu que guardava as drogas para terceiros. Ele foi levado à sede da Denar, onde o flagrante foi formalizado.
Investigações anteriores
A condenação anterior reunia três processos por tráfico. Em agosto de 2013, Mauro foi preso com 276 quilos de maconha dentro de uma casa no Jardim Antártica. Antes disso, ele havia sido investigado pela Denar durante quatro meses. A apuração começou depois que dois homens foram presos com 73 quilos da droga e afirmaram ter comprado o entorpecente de Mauro.
Durante o cumprimento da pena, ele progrediu para o regime semiaberto em janeiro de 2020 e para o aberto em julho de 2024. O livramento condicional foi concedido em abril de 2025.
O nome de Mauro também apareceu na Operação Chip, deflagrada pelo Gaeco em 2017 para investigar um esquema envolvendo servidores e detentos do IPCG. Conforme a denúncia do Ministério Público, ele era apontado como um dos presos envolvidos no esquema e seria responsável pela cantina do Pavilhão 2.
Na operação, os investigadores encontraram R$ 6.028,65 na cantina atribuída a Mauro e mais de R$ 14 mil escondidos em celas de detentos apontados como integrantes do grupo. A acusação mencionava a compra e a revenda de produtos fora da prestação oficial de contas do presídio, além de empréstimos com cobrança de juros entre presos.
Mauro foi denunciado com Fúlvio Ramires da Silva, então diretor do IPCG, e outras pessoas. Em janeiro de 2023, Fúlvio foi absolvido pela Justiça das acusações relacionadas ao caso.







