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Gaeco aponta uso de família e empresa para lavar dinheiro do tráfico

Investigação atribui a Lucas dos Santos, o “LK”, depósitos sem origem identificada e transferências feitas por mãe e irmãs.

Gaeco aponta uso de família e empresa para lavar dinheiro do tráfico

O Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado) aponta que Lucas da Silva dos Santos, conhecido como “LK”, teria usado contas da mãe e das duas irmãs, além de uma empresa registrada no endereço da família, para movimentar dinheiro atribuído ao tráfico de drogas.

Entre fevereiro de 2024 e março de 2026, foram identificados 349 depósitos sem origem comprovada nas contas pessoais de Lucas e da L R Obras e Construções Ltda. O total chegou a R$ 970.244. Desse valor, R$ 803.981 correspondem a 328 depósitos feitos diretamente nas contas de Lucas. Outros 21 depósitos, que somaram R$ 166.263, foram localizados na conta da empresa.

O Gaeco afirma que Valdenice da Silva Gois, mãe de Lucas, e as irmãs Ana Carolina da Silva dos Santos e Jéssica da Silva dos Santos teriam atuado como interpostas pessoas, chamadas de “testas de ferro”, para ocultar a origem, a movimentação e a propriedade dos valores. Jéssica é advogada.

Transferências entre os familiares

A análise financeira identificou 97 operações em que Ana Carolina transferiu R$ 415.305 para Lucas entre 14 de agosto de 2022 e 9 de dezembro de 2025. No sentido inverso, Lucas enviou R$ 487.900,87 para ela em 142 operações entre 7 de fevereiro de 2022 e 25 de março de 2026. A namorada de Lucas também transferiu R$ 141.065,45 para Ana Carolina em 35 operações.

Jéssica recebeu R$ 280.235,18 de Lucas em 154 operações e transferiu R$ 326.080,36 para ele em 93 transações. Os registros analisados correspondem ao período entre 22 de agosto de 2021 e 26 de março de 2023.

Valdenice transferiu R$ 137.050 para o filho em 13 operações realizadas entre 3 de dezembro de 2024 e 13 de janeiro de 2026. Lucas enviou R$ 76.310 para a mãe em sete transações.

Um dos registros destacados pelo Gaeco é um depósito de R$ 85 mil, feito em 3 de dezembro de 2024 por José Gonçalves Bezerra, pai do policial militar Alison Lemes Bezerra. O valor foi relacionado à conta de Valdenice. Alison é apontado na investigação como traficante e comparsa de Lucas.

Empresa e Operação Infiltrados

Segundo o procedimento, a L R Obras e Construções Ltda. não apresentava atividade econômica efetiva capaz de justificar os fluxos financeiros e teria sido usada como fachada. A sede formal fica na residência de Valdenice. As movimentações da empresa incluíam transferências com outros investigados, entre eles Ana Carolina, Jéssica, Lavínia Carvalho da Luz, Matheus Gabriel Machado Bezerra e Valdenice.

Em uma conversa analisada pelos investigadores, Lucas fala sobre a compra de 7 quilos de “óleo”, termo usado no procedimento para se referir à pasta-base de cocaína, e 20 quilos de skunk. Ele afirma que 10 quilos do skunk seriam dele e os outros 10 pertenceriam a uma irmã. A investigação não determinou qual das duas irmãs foi mencionada.

A Operação Infiltrados foi deflagrada pelo Gaeco em 24 de setembro para investigar um suposto esquema envolvendo agentes de segurança pública e traficantes no desvio de drogas apreendidas. Foram expedidos 24 mandados de prisão preventiva, dois de prisão temporária e 38 mandados de busca e apreensão em Campo Grande, Dourados e Terenos.

Lucas havia sido preso em 1º de setembro. Em imóvel ligado a ele no Jardim Mansur, foram apreendidos R$ 47.699 em dinheiro, dois carregadores de pistola, balanças de precisão, cadernos com anotações e veículos. Na Operação Infiltrados, foram presas Valdenice, Ana Carolina, Jéssica e a esposa de Lucas.

A defesa de Lucas afirmou que ainda não tinha acesso integral aos autos e que se manifestaria sobre o mérito depois de conhecer o procedimento completo. Os advogados também questionaram a necessidade da prisão dos familiares.

Texto produzido pela Redação Casa com Ideia com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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