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Selfie de policial ajudou Gaeco a investigar desvio de drogas em Campo Grande

Imagem com 30 quilos de pasta-base levou investigadores a conexões entre policiais e uma organização ligada ao tráfico.

Selfie de policial ajudou Gaeco a investigar desvio de drogas em Campo Grande
Foto: Reprodução

Uma selfie publicada pelo policial Roberto Palmeira da Silva nas redes sociais ajudou o Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado) a investigar um suposto esquema de desvio de drogas apreendidas por policiais em Campo Grande.

Na imagem, apareciam 30 quilos de pasta-base de cocaína apreendidos pela Denar (Delegacia Especializada de Repressão ao Narcotráfico). A carga teria sido negociada com uma quadrilha liderada pelos irmãos Edimilson Santos Pereira e Itamar dos Santos Pereira, apontados como foragidos da Justiça.

Segundo a investigação, a Denar apreendeu o entorpecente em novembro de 2022. No mesmo dia, conversas entre os irmãos fizeram referência à negociação depois que eles viram, nas redes sociais da delegacia e do policial, os tabletes apreendidos.

Dados extraídos de celulares recolhidos em operações anteriores ajudaram o Gaeco a reconstruir contatos entre policiais e integrantes do tráfico. Em um dos diálogos, os investigadores identificaram menção aos 30 quilos: “Esses 30 eles ia vender (sic) pra gente mais apresentaram”. Depois, os policiais teriam negociado outra carga, dessa vez de cocaína.

A partir do episódio, a investigação apontou uma estrutura organizada dentro das forças policiais, com divisão de tarefas. Policiais que tinham acesso às apreensões e a informações sobre operações passaram a ser relacionados a integrantes do tráfico por meio de conversas, vínculos e movimentações analisadas pelo Ministério Público.

Outro ponto analisado foi a relação virtual entre Roberto Palmeira da Silva e Alan Roberto Martinez Martin Abdalla, conhecido como “Scooby”. O Ministério Público aponta Alan como integrante ligado ao tráfico de drogas. Conforme os dados extraídos, ele teria comentado com membros da organização sobre a chegada de Roberto à Denar, no final de 2022.

Em uma conversa com Edimilson, Alan teria comemorado a mudança do policial para a delegacia especializada: “Agora ficou legal. Esse lixo saiu do GOI. Foi para o Denar (sic). Só alegria.” A investigação afirma que a situação indicaria o papel de Roberto no fornecimento de drogas desviadas em apreensões.

O caso também reúne elementos das operações Tráfico Zero e Blindspot. Segundo o Ministério Público, as duas investigações ajudaram a revelar conexões entre policiais, traficantes e movimentações financeiras suspeitas. A primeira apurou a atuação de envolvidos em crimes relacionados ao tráfico; a segunda avançou sobre vínculos entre agentes públicos e pessoas ligadas ao crime organizado.

Texto produzido pela Redação Casa com Ideia com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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