Ideias para a sua casa
Brasil

Filhote resgatada após agressões ganha nome e pode ser adotada por delegada

Esther foi acolhida pela delegada Tatiana Zyngier após ser agredida em vídeo; suspeita foi presa em flagrante em Aquidauana.

Filhote resgatada após agressões ganha nome e pode ser adotada por delegada

Uma shih-tzu filhote de 50 dias foi resgatada após aparecer em um vídeo sendo jogada no chão e chutada. Batizada de Esther, ela foi acolhida pela delegada Tatiana Zyngier e Silva, que participou da operação e pretende adotá-la definitivamente.

A suspeita, Gabriela Servantes Pereira, de 30 anos, foi presa em flagrante por maus-tratos nesta quarta-feira (9), em Aquidauana, a 141 quilômetros de Campo Grande. O caso foi registrado na 1ª Delegacia de Polícia de Aquidauana.

Resgate e nova casa

As imagens foram publicadas pela própria autora na segunda-feira (7), em uma página no TikTok. A gravação provocou denúncias e mobilizou equipes para localizar a mulher e a cadelinha. Tatiana atua em Anastácio e também atende Aquidauana.

“Ela está comigo. A delegacia não era um ambiente para ela. Então, pelo menos provisoriamente, e espero que definitivamente, ela fique comigo”, afirmou a delegada. A adoção ainda precisa ser formalizada. Segundo Tatiana, animais vítimas de maus-tratos costumam ser encaminhados para adoção, mas o caso da shih-tzu a comoveu.

Na casa da policial, Esther foi recebida por Charlie, Tito e Vitório, os outros três cachorros da delegada. A filhote nasceu em 21 de julho deste ano, exatamente um ano depois da morte de um cachorro muito querido por Tatiana, em 21 de julho de 2025.

A delegada avaliou que o tamanho e a pouca idade da cadela poderiam ter agravado as consequências das agressões. Depois do resgate, Esther passou a apresentar sinais de estar feliz com o recomeço.

Defesa da suspeita

Antes da prisão, Maria Gabriela publicou outro vídeo em que negou ter maltratado o animal, chamado por ela de Pandora. Após a repercussão, as contas da mulher no TikTok e no Instagram, que eram abertas, foram fechadas.

Em nota assinada pelo advogado Geilson da Silva Lima, a defesa afirmou que a apuração policial e judicial está no início. O documento menciona “situação de profunda vulnerabilidade psiquiátrica”, transtorno de personalidade borderline e episódio depressivo grave.

A defesa também informou que Maria Gabriela faz tratamento no Caps II (Centro de Atenção Psicossocial) de Aquidauana e usa Venlafaxina, Carbonato de Lítio e Amitriptilina. O advogado disse que o histórico médico será apresentado no processo para discutir a capacidade da mulher de compreender os próprios atos, incluindo possível inimputabilidade ou semi-imputabilidade.

Como denunciar

A mobilização começou com denúncias da população, incluindo uma comunicação feita pela Devir (Delegacia Virtual), plataforma da Polícia Civil de Mato Grosso do Sul. O serviço recebe ocorrências de qualquer município do estado pelo endereço devir.pc.ms.gov.br.

Para denunciar, é preciso acessar a Devir e escolher a área de combate aos maus-tratos contra animais. Imagens, vídeos, endereço e outras informações podem ajudar na identificação do local e dos envolvidos.

Texto produzido pela Redação Casa com Ideia com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

Receba nossa newsletterUma seleção diária, direto na sua caixa de entrada.

As mais lidas

  1. 1
  2. 2
  3. 3
  4. 4
  5. 5