AQUIdauana — Uma mulher foi presa em flagrante por maus-tratos após um pug ser encontrado debilitado, com lesão na cabeça e infestado de parasitas em uma casa de Aquidauana. A prisão ocorreu na noite desta sexta-feira (11), depois que a Polícia Civil verificou as condições em que o animal era mantido.
O cão foi levado para uma clínica veterinária e permaneceu internado para tratamento. De acordo com a delegada Tatiana Zyngier e Silva, policiais que moram ou trabalham nas proximidades já tinham percebido a situação e procurado a responsável informalmente.
A mulher teria sido orientada sobre os cuidados com o pug. Ainda segundo a delegada, um policial levou ração ao imóvel em três ocasiões, mas o estado de saúde do animal continuou piorando. A responsável afirmou que o cão era doente e que não tinha condições de cuidar dele.
“Ela foi avisada”, disse Tatiana. Após a avaliação veterinária, os policiais retornaram à casa e efetuaram a prisão. A mulher foi encaminhada ao 1º Distrito Policial de Aquidauana para os procedimentos cabíveis. A expectativa informada pela delegada é que o pug se recupere depois do tratamento.
Outro caso na mesma semana
Este foi o 2° caso de maus-tratos registrado em Aquidauana na semana. O outro episódio envolveu Maria Gabriela Servantes Pereira, de 30 anos, presa em flagrante após gravar um vídeo em que aparece jogando uma cadelinha no chão e chutando o animal.
A cadelinha tinha cerca de 50 dias, foi resgatada e recebeu acolhimento provisório da própria delegada Tatiana. O animal foi chamado de Esther e passou a conviver com os três cachorros da policial. A delegada informou que pretende formalizar a adoção.
Na audiência de custódia, a defesa pediu liberdade provisória, mas o juiz converteu a prisão em flagrante em preventiva. A decisão citou que o crime previsto na Lei de Crimes Ambientais tem pena máxima superior a quatro anos, condição que permite a decretação da prisão preventiva.







