GENEBRA — A resposta à epidemia de ebola na República Democrática do Congo (RDC) deverá continuar e ser reforçada durante muitos meses, segundo Tedros Adhanom Ghebreyesus, diretor da Organização Mundial da Saúde (OMS). Ele afirmou que esse período ainda será difícil.
O alerta foi dado nesta quarta-feira (16), durante uma coletiva na sede da organização. Apesar da duração prevista para a crise, o diretor disse que há sinais de progresso no combate à doença. "Agora começamos a observar sinais promissores que mostram que estamos avançando na luta contra a epidemia", declarou.
A transmissão caiu nas áreas mais afetadas da província de Ituri, apontada como epicentro da epidemia. Em Kivu do Sul, nenhum caso novo é registrado desde maio.
Casos e pesquisas
Até o momento, a doença foi identificada em sete províncias. O balanço supera 7.200 casos e inclui mais de 3.500 mortes, informou o chefe da OMS.
A RDC declarou, em meados de maio, sua décima sétima epidemia de ebola. Antes do surto atual, a doença já havia causado mais de 15 mil mortes na África ao longo de 50 anos.
Os testes clínicos de tratamentos e de profilaxia pós-exposição estão avançando com maior participação das comunidades. A previsão da OMS é que os testes clínicos de vacinas comecem nas próximas semanas.
Tedros, porém, ponderou que os principais indicadores ainda não evoluem como esperado. "A epidemia continua avançando e causando mortes", advertiu.








