A participação do paciente nas decisões pode reduzir riscos durante o cuidado de doenças crônicas, segundo orientação do Ministério da Saúde. A pasta recomenda que a pessoa — ou um familiar — tire dúvidas sobre o tratamento, os medicamentos e os sinais que exigem atenção.
Entre as perguntas indicadas estão qual é o objetivo do tratamento, quais reações devem ser observadas, quando será preciso voltar ao serviço de saúde e onde procurar ajuda se o quadro piorar. “Se alguma informação não estiver clara, é importante pedir que o profissional explique novamente, em linguagem simples”, reforçou o ministério.
Informação e acompanhamento
Sempre que possível, o paciente deve ir à consulta com alguém de confiança, principalmente quando tiver dificuldade para compreender ou memorizar as orientações. Outra recomendação é registrar os principais pontos explicados durante o atendimento. “Anotar as principais informações recebidas ajuda a manter a continuidade do cuidado”.
O acompanhamento regular permite observar a evolução da condição, fazer mudanças no tratamento quando necessário e organizar o atendimento entre diferentes serviços, de acordo com o Ministério da Saúde.
Em situações de emergência ou diante de uma piora repentina, a recomendação é procurar atendimento imediatamente. Também é possível acionar o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência pelo telefone 192.
Doenças de longa duração
As orientações fazem parte do Dia Mundial da Segurança do Paciente, lembrado nesta quinta-feira (17) com o tema “Cuidado seguro para doenças não transmissíveis”. A data destaca a segurança em todas as fases da assistência, que incluem prevenção, diagnóstico, tratamento, reabilitação, cuidados paliativos e autocuidado.
Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) apontam que as doenças não transmissíveis, também chamadas de doenças crônicas, afetam bilhões de pessoas no mundo e respondem por 74% das mortes no planeta. São condições de longa duração, como doenças cardiovasculares, cânceres, diabetes e doenças respiratórias crônicas.
Essas enfermidades podem atingir pessoas de todas as idades e costumam exigir acompanhamento contínuo ao longo da vida. Para a OMS, o enfrentamento do problema é uma prioridade global, com foco na prevenção, no manejo prolongado e no acesso a cuidados seguros e de qualidade.








