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Drogômetro só deve chegar às ruas de Mato Grosso do Sul em 2027

Uso do equipamento está liberado a partir de 18 de outubro, mas depende de licitação, certificação e treinamento dos agentes.

Drogômetro só deve chegar às ruas de Mato Grosso do Sul em 2027
Foto: Leonardo Amaral/PMC

O uso do drogômetro em blitze da Lei Seca está liberado a partir de 18 de outubro, mas o equipamento só deve começar a ser utilizado nas ruas de Mato Grosso do Sul em 2027. Antes disso, ainda são necessárias etapas como licitação, certificação e capacitação dos agentes de trânsito.

A previsão foi informada por Ruben Ajala, gerente Especial de Fiscalização e Patrulhamento Viário do Detran-MS. Segundo ele, o órgão vai atualizar o manual de fiscalização e preparar as equipes para usar o dispositivo. O equipamento está em processo de homologação e verificação do Inmetro, o Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia.

Como será a fiscalização

O aparelho analisa uma amostra de saliva e pode apontar a presença de substâncias psicoativas, como maconha, cocaína, anfetaminas e opioides. A relação divulgada inclui 12 substâncias, entre elas LSD, fentanil, cetamina, morfina, metanfetamina, MDPV, MDMA — conhecido como ecstasy —, 6-MAM, associado ao consumo de heroína, Delta-9-THC, presente na cannabis, e K2, grupo de canabinoides sintéticos.

A detecção de vestígios, sozinha, não caracteriza a infração. O agente também deverá identificar sinais de alteração da capacidade para dirigir e registrar pelo menos dois deles. Dificuldade de equilíbrio, desorientação e fala comprometida estão entre os exemplos previstos.

A norma ainda considera situações de álcool residual na boca. Enxaguante bucal e bombom de licor, por exemplo, podem deixar resíduos temporários; nesses casos, deverá ser feita uma nova avaliação.

O bafômetro continuará sendo usado normalmente, e as penalidades do Código de Trânsito não mudam. A resolução não cria multas nem aumenta punições. A alteração está nos procedimentos de fiscalização e na comprovação do uso de álcool ou drogas.

Os agentes também poderão recorrer a imagens e à identificação de testemunhas para registrar sinais de alteração da capacidade psicomotora, principalmente quando o motorista se recusar a fazer o teste. O Inmetro informa que existe dispositivo certificado para detectar substâncias psicoativas, mas não fornece dados sobre disponibilidade, comercialização ou oferta desses equipamentos no mercado.

Texto produzido pela Redação Casa com Ideia com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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