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Dono de fábrica de chipas é flagrado ao tentar retirar produtos apreendidos

Mercadoria sem procedência e rastreabilidade havia sido recolhida para descarte durante fiscalização em Campo Grande.

Dono de fábrica de chipas é flagrado ao tentar retirar produtos apreendidos

O proprietário de uma fábrica de chipas foi flagrado ao tentar recuperar produtos apreendidos pela Vigilância Sanitária e destinados ao descarte. A abordagem ocorreu nesta sexta-feira (2), em uma estrada vicinal no Jardim Veraneio. Ele não foi preso.

A fiscalização foi acionada depois que o dono teria abordado um caminhão usado para transportar a mercadoria recolhida no estabelecimento. Os produtos foram transferidos para um veículo da empresa, em meio a restos de carnes e ossos que seriam descartados.

Um fiscal acompanhou a movimentação e acionou a Decon (Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes Contra as Relações de Consumo). O proprietário foi novamente abordado nas proximidades da fábrica enquanto transferia os itens para outro veículo.

Na sequência, a Vigilância Sanitária retornou ao estabelecimento e interditou cautelarmente os produtos. A medida foi aplicada porque havia matérias-primas sem comprovação de procedência e sem rastreabilidade. A interdição atingiu os produtos, não o funcionamento de toda a fábrica.

Fiscalização anterior

A fábrica, localizada na Rua Vitória Zeola, no Carandá Bosque, já havia sido fiscalizada pela Vigilância Sanitária e pela Decon em 10 de setembro. Na ocasião, foram recolhidos aproximadamente 60 quilos de chipas em produção e 30 quilos de queijo caipira sem origem identificada.

A ação ocorreu após uma denúncia sobre o recebimento de cerca de 90 quilos de queijo. Durante a inspeção, os agentes encontraram 30 quilos do produto ainda bruto; o restante já tinha sido usado na produção das chipas.

Também foram identificadas irregularidades em maquinários, e a empresa funcionava sem responsável técnico. O caso foi encaminhado para providências administrativas da Vigilância Sanitária.

O homem não foi preso porque os agentes não o flagraram vendendo os produtos nem usando a mercadoria na fabricação de novos alimentos. A situação foi tratada como atos preparatórios, sem configuração de flagrante criminal naquele momento. A Vigilância Sanitária poderá adotar medidas administrativas, incluindo a aplicação de multa.

Texto produzido pela Redação Casa com Ideia com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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