RECIFE — A Justiça condenou o empresário Rodrigo Dib Carvalheira a 22 anos e 4 meses de prisão e determinou o pagamento de R$ 100 mil por danos morais, além das custas processuais. A defesa pode recorrer.
A sentença foi assinada pela juíza Ana Maria da Silva, da 17ª Vara Criminal do Recife, em um processo que apurou dois episódios de estupro de vulnerável contra a mesma vítima.
O primeiro caso ocorreu em 2018, durante uma viagem a Fernando de Noronha. Conforme o relato apresentado à Justiça, Carvalheira deu à mulher um remédio tranquilizante e tentou beijá-la à força. No dia seguinte, ela afirmou que "acordou com o empresário sobre o corpo dela".
A segunda ocorrência foi registrada em 2019, em Boa Viagem, na Zona Sul do Recife. Nesse episódio, o empresário teria tentado obrigá-la a fazer sexo.
Outros processos
A condenação é a segunda recebida por Carvalheira. Em novembro do ano passado, ele havia sido sentenciado a 12 anos de prisão por estupro de vulnerável em outro processo.
O empresário ainda será julgado em uma terceira ação criminal relacionada às denúncias que vieram a público em abril de 2024. Na ocasião, mulheres disseram que foram dopadas e acordaram com sinais de abuso sexual.
Carvalheira foi preso em abril de 2024 pelos crimes, mas deixou a prisão quatro dias depois. Em junho, voltou a ser detido e permaneceu preso por cinco meses. Depois, foi liberado novamente e passou a responder aos processos em liberdade.








