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Calor extremo exige pausas, sombra e hidratação no trabalho ao ar livre

MPT-MS orienta empregadores a controlar os riscos do calor e garantir medidas de proteção para equipes expostas ao sol.

Calor extremo exige pausas, sombra e hidratação no trabalho ao ar livre

Com previsão de 42ºC nesta segunda-feira (28), trabalhadores que atuam ao ar livre precisam lidar com os riscos da exposição prolongada ao sol e ao calor. Construção civil, manutenção urbana e outras atividades externas podem provocar desidratação, insolação e estresse térmico.

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) também emitiu alerta para 90% de chance de um El Niño intenso neste trimestre. Campo Grande é apontada pelo órgão como a 5ª capital mais quente do Brasil.

Na ampliação de um imóvel no bairro Maria Aparecida Pedrossian, o pedreiro Márcio Aparecido Rodrigues conta que precisa interromper o serviço regularmente durante a aplicação de reboco. Ele usa chapéu e protetor solar e relata que já sentiu tontura por causa do calor.

“Tem que fazer uma pausinha de 10 a 15 minutos a cada hora”, afirma Márcio. Segundo ele, mudar o expediente para períodos menos quentes nem sempre é possível, porque a massa pode já estar preparada. A alternativa é manter o trabalho com pausas e ingestão de água.

Hidratação e descanso

Na revitalização de uma praça no bairro Chácara Cachoeira, a servente de pedreiro Amanda Vitória diz que a equipe toma tereré gelado e se hidrata de 30 em 30 minutos. O intervalo do almoço foi ampliado para duas horas, evitando o período de maior intensidade do sol, entre 11h e 13h.

Sara da Rocha Mendes, que pinta a grade de uma quadra, também destaca a necessidade de descanso na sombra e acesso permanente à água fornecida pela empresa. A chefia informou que a equipe conta com equipamentos de proteção individual, mas apenas parte dos trabalhadores usava o chapéu legionário. A água estava disponível no local.

Orientações do MPT-MS

O Ministério Público do Trabalho em Mato Grosso do Sul afirma que proteger a integridade física de quem trabalha exposto ao calor é obrigação do empregador. A procuradora do Trabalho Claudia Noriler explica que a NR-01 exige que o Programa de Gerenciamento de Riscos antecipe e controle riscos ambientais e climáticos externos.

A avaliação não deve considerar apenas a temperatura do termômetro comum. O índice IBUTG, previsto na NR-09 e nas Normas de Higiene Ocupacional, combina temperatura, umidade e a taxa metabólica relacionada ao esforço físico.

O MPT-MS recomendou medidas para empresas do setor rural, limpeza urbana, órgãos públicos e entidades sindicais de Mato Grosso do Sul. Entre as orientações estão sistemas de alerta para ondas de calor e exigência de conforto térmico em licitações e contratos de obras públicas.

Para equipes de emergência e brigadistas que combatem incêndios no Pantanal, os protocolos incluem treinamento de aclimatação, equipamentos de proteção individual de alta performance e preparação do ambiente de apoio.

O Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção Civil de Campo Grande afirma que água fresca e sombra são exigências básicas. O presidente da entidade, José Abelha, aponta dificuldades principalmente entre empresas subcontratadas e de médio e pequeno porte.

Se a empresa não oferecer água potável fresca, sombra ou proteção contra o sol, o trabalhador deve comunicar a chefia ou o técnico de segurança. Sem solução, é possível procurar o sindicato ou fazer denúncia anônima e sigilosa ao MPT-MS pelo endereço prt24.mpt.mp.br/servicos/denuncias.

Texto produzido pela Redação Casa com Ideia com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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