CAMPO GRANDE — Cães expostos ao sol, presos ou sem um espaço realmente fresco podem desenvolver hipertermia e morrer em pouco tempo. O alerta é do médico-veterinário Antonio Defante, da Clínica Bougelat, que explica que água disponível, sozinha, não protege o animal do calor intenso.
Os cães têm poucas glândulas sudoríparas e dependem principalmente da respiração ofegante para perder calor. Quando esse mecanismo não é suficiente, a temperatura corporal aumenta e pode haver comprometimento de vários órgãos. O ponto crítico ocorre quando a temperatura retal atinge ou ultrapassa 40,5°C a 41°C. Nessa situação, o animal pode ter convulsões e morrer.
Entre as complicações estão desidratação severa, desequilíbrio eletrolítico, insuficiência renal aguda, alterações na coagulação e sangramentos. Respiração muito rápida e ruidosa, salivação excessiva ou viscosa, gengivas e língua azuladas, arroxeadas ou pálidas indicam perigo. Desorientação, fraqueza, andar cambaleante, vômitos, diarreia, perda de consciência e coma também exigem atendimento veterinário de urgência.
Como reduzir os riscos
Cães de focinho curto, como pug, bulldog e boxer, além de idosos, obesos, cardiopatas e animais de pelagem densa, podem chegar mais rapidamente à zona de risco. Eles precisam de resfriamento físico imediato e atendimento veterinário.
O ambiente deve ser fresco, arejado, com sombra abundante e água fresca. O animal não deve ficar acorrentado ou preso por guia, pois a sombra muda de posição e a corrente pode se enrolar em obstáculos. A água deixada ao sol também pode esquentar e ser rejeitada pelo cão.
Asfalto e concreto quentes podem causar queimaduras de segundo ou terceiro grau nos coxins, as almofadinhas das patas. Por isso, é necessário evitar a exposição ao sol e redobrar o cuidado com os horários dos passeios.








