Tropeços frequentes, quedas e dificuldade para caminhar podem indicar alterações neurológicas em cachorros. Entre as possibilidades está o AVC, que acontece quando o fluxo de sangue para uma região do cérebro é interrompido ou quando um vaso sanguíneo se rompe, comprometendo as células nervosas.
O médico-veterinário Felipe Alonso explica que a mudança repentina na coordenação é um dos principais sinais de atenção. Um cachorro que sempre caminhou normalmente e, de repente, começa a andar de forma desajeitada, cambalear ou perder o equilíbrio precisa ser avaliado.
Sinais que merecem atenção
A ataxia, nome dado à perda de coordenação dos movimentos, pode fazer o animal tropeçar, ter dificuldade para andar em linha reta ou parecer que está bêbado. Também podem ocorrer quedas para um dos lados, movimentos em círculos, fraqueza em parte do corpo e dificuldade para ficar em pé.
A cabeça inclinada constantemente para um dos lados é outro sinal possível. O cachorro ainda pode perder a estabilidade, cair ou rolar. Para Felipe, o tutor não deve esperar quando a alteração surge de uma hora para outra: “Se o cachorro estava normal e, de uma hora para outra, começa a perder o equilíbrio, andar em círculos ou apresentar dificuldade para se movimentar, o tutor não deve esperar para ver se passa”.
Os sintomas não se limitam à forma de andar. Desorientação, confusão, mudança brusca na interação com as pessoas, convulsões, tremores, alterações na consciência e perda súbita da visão também podem acompanhar um problema neurológico.
Pressionar repetidamente a cabeça contra uma parede, um móvel ou outro objeto fixo também exige atenção, pois pode estar relacionado a alterações neurológicas.
Como agir
O tutor não deve tentar identificar sozinho se o cachorro teve um AVC. Os mesmos sinais podem aparecer em outras doenças neurológicas, e a causa só pode ser determinada por uma avaliação veterinária.
É importante observar quando os sintomas começaram, como o animal estava antes e quais mudanças foram percebidas. Essas informações ajudam durante a consulta. A investigação pode incluir exames clínico e neurológico e, dependendo do caso, exames complementares, como ressonância magnética e tomografia.








