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Bradesco pede regras claras para movimentação das contas do Consórcio Guaicurus

Banco afirma haver ordens judiciais conflitantes e solicita definição sobre contas liberadas, restrições e representantes autorizados.

Bradesco pede regras claras para movimentação das contas do Consórcio Guaicurus
Foto: Juliano Almeida/Arquivo

O Banco Bradesco pediu à Justiça de Mato Grosso do Sul orientações formais sobre quem pode movimentar as contas bancárias do Consórcio Guaicurus, responsável pelo transporte coletivo urbano de Campo Grande. A instituição afirma que decisões divergentes criaram insegurança para a execução de operações bancárias básicas.

O pedido foi apresentado em uma ação popular que acompanha os efeitos contratuais e financeiros da intervenção municipal no sistema de transporte. O banco quer que o juiz responsável defina quais contas estão liberadas, quais valores seguem restritos e quem tem autoridade legal para movimentar os recursos das empresas concessionárias.

A dúvida surgiu depois de decisões que permitiram a movimentação das contas tanto pela intervenção quanto pela concessionária. Na petição, o Bradesco menciona impasses sobre a validade das assinaturas de antigos administradores, as restrições aplicadas a empresas associadas e os limites da equipe que assumiu temporariamente a administração por decreto.

A instituição também afirma ter recebido notificações extrajudiciais conflitantes. Em uma delas, o Consórcio e empresas consorciadas teriam pedido que os interventores não fossem reconhecidos como representantes das titulares das contas. Depois, segundo o banco, houve solicitação para revogar as credenciais concedidas aos interventores.

"Diante desse quadro, mostra-se necessária a expedição de orientação judicial específica, clara e operacionalmente exequível", diz o Bradesco no documento.

Pagamentos e obrigações das empresas

O banco afirma temer que o cumprimento de ordens incompatíveis provoque prejuízos financeiros ou responsabilização judicial indevida. Por isso, busca instruções sobre a forma correta de liberar recursos para pagamentos rotineiros das empresas de ônibus.

Entre as operações citadas estão a quitação dos salários de motoristas e funcionários e os repasses a fornecedores de combustíveis e peças de manutenção. A indefinição ocorre em meio a bloqueios de valores, liberações parciais e à intervenção municipal, adotada para assumir o controle operacional dos serviços.

A manifestação do Bradesco, conforme o documento, tem finalidade operacional e não busca favorecer qualquer uma das partes envolvidas no processo. O caso reúne discussões entre o poder público, órgãos de fiscalização e empresas concessionárias sobre auditorias, legalidade de repasses e qualidade dos serviços oferecidos aos passageiros.

Texto produzido pela Redação Casa com Ideia com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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