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Adriane Lopes diz que apuração sobre falhas no transporte ainda continua

Prefeita recebeu relatório preliminar da intervenção e cobrou investimentos, renovação dos ônibus e melhoria do serviço.

Adriane Lopes diz que apuração sobre falhas no transporte ainda continua
Foto: Arquivo

A prefeita Adriane Lopes (PP) afirmou nesta terça-feira (22) que o município ainda vai apurar as responsabilidades pelas falhas encontradas no Consórcio Guaicurus. A declaração ocorreu depois que ela recebeu o relatório preliminar dos primeiros 90 dias da intervenção no transporte coletivo.

O documento aponta problemas financeiros, operacionais e administrativos nas empresas responsáveis pelo serviço. Entre os registros estão frota envelhecida, manutenção preventiva insuficiente, falhas de gestão, controles inadequados e concentração de funções em áreas que deveriam fiscalizar umas às outras.

Adriane destacou que o diagnóstico é preliminar e disse que os possíveis responsáveis poderão apresentar suas versões. A prefeitura não informou prazo para concluir a apuração nem quais procedimentos serão adotados a partir dos achados.

A prefeita também falou sobre uma possível mudança no controle do Consórcio Guaicurus. Qualquer decisão, segundo ela, dependerá de análise do município e da comprovação de capacidade técnica e financeira pelos interessados. Também deverão ser apresentados compromissos com investimentos, renovação dos ônibus e melhoria efetiva do serviço. A idade média da frota é de 10,4 anos.

“A intervenção começou a organizar o sistema, mas ainda temos desafios pela frente”, declarou Adriane. Ela afirmou que a prioridade é garantir a continuidade do transporte, proteger trabalhadores e usuários e buscar uma solução definitiva com investimentos, renovação da frota e responsabilidade na gestão.

Medidas durante a intervenção

Segundo Adriane, a intervenção foi necessária para manter os ônibus circulando, preservar os salários e o 13º dos trabalhadores e evitar uma nova paralisação, como a ocorrida no fim de 2025. A medida começou em 16 de junho deste ano. Nos primeiros meses, foram priorizados recursos para a folha de pagamento, a compra de diesel e a aquisição de peças.

A administração municipal informou que reforçou os controles financeiros, os pagamentos e o acompanhamento da manutenção. O relatório registra a recuperação de parte das viagens previstas durante julho e agosto.

O diagnóstico, porém, conclui que a crise não é apenas financeira. A recuperação dependerá da renovação da frota, de manutenção planejada, reorganização administrativa e fiscalização mais rigorosa do cumprimento do contrato.

Entre os problemas identificados estão a concentração das compras, do estoque e do uso de peças sob a mesma coordenação. O CCO (Centro de Controle Operacional), o monitoramento e o SAC (Serviço de Atendimento ao Consumidor) também estavam subordinados ao mesmo comando, o que reduzia a independência na análise das reclamações dos passageiros.

Depois dos achados, a intervenção transferiu as compras para fora da Coordenação Operacional, passou a gestão das oficinas e dos almoxarifados aos gerentes das garagens e modificou a supervisão do controle operacional.

Texto produzido pela Redação Casa com Ideia com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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