Dirigir com a perna engessada pode terminar em multa, perda de pontos na habilitação e retenção do veículo durante uma abordagem de trânsito. A restrição vale também para carros automáticos, mesmo quando o membro imobilizado não é usado nos pedais.
A justificativa é que o gesso ou a tala reduzem a mobilidade do condutor. Em uma situação de emergência, a falta de apoio e de controle do corpo pode dificultar uma reação rápida e segura. Por isso, a fiscalização considera que a limitação compromete a condução do veículo.
Quais são as penalidades
A conduta é enquadrada como dirigir sem os cuidados indispensáveis para a segurança. A multa prevista é de R$ 130,16, com registro de quatro pontos na habilitação.
Além disso, o veículo fica retido até a chegada de outro motorista habilitado. A viagem só pode continuar quando uma pessoa sem lesões assume o volante no local da abordagem.
A regra geral está relacionada ao artigo 169 do Código de Trânsito Brasileiro, que trata da atenção necessária do condutor. A fiscalização pode interromper o trajeto para evitar riscos no trânsito, independentemente de o veículo ter câmbio manual ou automático.
Alternativas durante a recuperação
Durante o período de recuperação, a orientação apresentada é evitar dirigir e recorrer a aplicativos de transporte ou pedir carona a parentes. A medida também ajuda a evitar gastos extras com multas ou guincho.
Esperar a retirada da proteção do osso e respeitar o repouso indicado pelo médico são formas de preservar a segurança e manter a habilitação regular. A volta ao volante deve ocorrer somente quando o motorista estiver recuperado e com mobilidade suficiente para controlar o veículo.







