A posição das mãos ao dirigir pode afetar tanto a fiscalização quanto a resposta do motorista diante de um imprevisto. Apoiar continuamente o braço direito na alavanca de câmbio é enquadrado como infração média, conforme o artigo 252 do código de trânsito.
A regra determina que o condutor mantenha as duas mãos no volante durante o trajeto. A exceção vale para os momentos necessários à troca de marcha ou ao acionamento do painel central. Depois dessas ações, a orientação é retornar a mão para a direção.
A penalidade inclui cobrança de R$ 130,16 e o registro de quatro pontos no prontuário da habilitação. O lançamento pode ser feito no sistema da prefeitura ou do estado, sem a necessidade de parar o automóvel na pista.
O que muda na condução
Com o braço apoiado no câmbio, o motorista pode demorar mais para reagir a situações inesperadas, como a travessia repentina de um pedestre. A posição também reduz a agilidade para desviar de buracos e desvios no asfalto.
A recomendação dos instrutores de autoescola é manter as mãos na posição de 09h15 do relógio. Esse posicionamento oferece apoio aos ombros e facilita manobras bruscas quando surge um imprevisto durante a viagem.
Possíveis efeitos no câmbio
Além da questão de segurança, o peso constante do braço sobre a alavanca pode empurrar os garfos internos contra as engrenagens em rotação. Com o tempo, o atrito desgasta os anéis sincronizadores e provoca folgas na caixa mecânica.
O reparo exige a desmontagem do motor e pode custar mais de R$ 2.000 na oficina mecânica. Por isso, a orientação é usar a alavanca apenas para as ações necessárias e manter a mão na direção no restante do trajeto.







