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Fiscalização mira lucro de postos e distribuidoras após redução de tributos

Senacon e Procons vão analisar margens de lucro, notas fiscais e preços de diesel, gasolina e etanol em todo o país.

Fiscalização mira lucro de postos e distribuidoras após redução de tributos

A Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) vai investigar se postos e distribuidoras aumentaram suas margens de lucro depois das medidas adotadas pelo governo federal para reduzir o custo dos combustíveis. A mobilização reúne Procons estaduais e municipais e tem alcance nacional.

A operação não considera irregular, por si só, o reajuste do preço cobrado na bomba. O foco está na possibilidade de empresas terem usado desonerações e outros recursos públicos para ampliar ganhos sobre o consumidor final. As medidas foram anunciadas duas semanas antes do início da mobilização e incluem a redução de tributos sobre gasolina e etanol e o aumento da subvenção do diesel.

“A gente não autua por aumento do preço da bomba. A gente autua por elevação da margem de lucro”, afirmou Ricardo Morishita, secretário Nacional do Consumidor.

Como será a análise

A Senacon considera que a elevação deliberada da margem pode configurar prática abusiva, prevista no Código de Defesa do Consumidor (CDC). Para verificar a ocorrência, os fiscais vão comparar as margens atuais com aquelas praticadas pelos estabelecimentos antes do início do conflito internacional.

Também serão examinadas notas fiscais de compra e venda de cada lote. O objetivo é separar o aumento de custo pago pelo estabelecimento de uma possível ampliação da rentabilidade do revendedor sem justificativa econômica.

A operação tem como principal alvo a cadeia de comercialização do diesel, mas o governo também identificou distorções nos preços da gasolina e do etanol. A apuração pode chegar às distribuidoras, que já estão entre os alvos de análises realizadas pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

Dados e denúncias

A ANP intensificou a coleta diária de informações sobre preços e margens de comercialização. Até agora, encaminhou 70 arquivos à Senacon com registros de diligências no setor e aplicou sanções próprias quando encontrou irregularidades.

As multas previstas pelo CDC podem chegar a R$ 14 milhões. O valor varia de acordo com a gravidade da infração, a vantagem econômica obtida e a capacidade financeira da empresa.

A Senacon também orienta motoristas e caminhoneiros a registrar suspeitas nos canais oficiais da ANP, principalmente pelo aplicativo móvel da agência. As denúncias devem ajudar a fiscalização a identificar problemas nos postos e nas distribuidoras.

Texto produzido pela Redação Casa com Ideia com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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