A expectativa de melhora da vida financeira alcança 71% dos brasileiros nos próximos 12 meses, segundo pesquisa Datafolha. Desse grupo, 45% esperam uma grande evolução e 26% projetam uma melhora menor. Outros 21% acreditam que a situação permanecerá igual, 5% preveem alguma piora e 3% não souberam responder.
A confiança no futuro varia conforme o perfil dos entrevistados. A perspectiva de avanço chega a 78% entre pessoas com renda familiar de dois a cinco salários mínimos e a 76% entre a população economicamente ativa. O índice cai para 65% nas classes D e E, 62% entre quem tem ensino fundamental e 53% entre entrevistados com 60 anos ou mais.
Planos de consumo
A intenção de aumentar os gastos aparece principalmente em despesas do dia a dia. Alimentos lideram a lista, com 34% dos entrevistados planejando elevar o consumo. Em seguida estão os serviços de educação, com 32%; roupas e calçados, com 29%; serviços de saúde e beleza, com 26%; e viagens, com 21%.
Para compras de maior valor, o comportamento é mais cauteloso. Entre os entrevistados, 23% pretendem comprar um automóvel nos próximos 12 meses e já começaram a se organizar financeiramente. Outros 12% também desejam adquirir um veículo, mas ainda não iniciaram o planejamento.
Na compra de uma casa própria ou de outro imóvel, 16% dizem estar se preparando financeiramente, enquanto 10% têm intenção de comprar, mas ainda não organizaram o orçamento.
Como as famílias avaliam o presente
Embora a maioria classifique a própria situação como ótima, boa ou regular, 49% relatam algum grau de insuficiência no orçamento. Para 34%, o dinheiro recebido pela família não é suficiente e falta em alguns momentos. Outros 15% afirmam ter renda muito baixa e enfrentar muitas dificuldades diárias.
Já 42% dizem que os ganhos cobrem exatamente o necessário para viver, e 9% afirmam receber mais do que precisam. Na avaliação direta da situação financeira pessoal e familiar, 43% a consideram ótima ou boa, 45% dizem que ela é regular e 12% avaliam o cenário como ruim ou péssimo.
Diferenças por renda e escolaridade
A percepção positiva chega a 69% entre brasileiros com renda familiar superior a cinco salários mínimos. O percentual é de 60% nas classes A e B e de 52% entre pessoas com ensino superior completo.
Na outra ponta, a avaliação positiva fica em 36% entre entrevistados com ensino fundamental, 33% nas famílias com renda de até dois salários mínimos e 32% nas classes D e E.
A pesquisa foi realizada entre os dias 14 e 19 de setembro de 2026, com 2.002 entrevistas presenciais em 125 municípios. A margem de erro máxima é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, considerando um nível de confiança de 95%.







