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IMC alto na adolescência é associado a sinais de envelhecimento celular precoce

Estudo finlandês relacionou peso corporal elevado nessa fase a um envelhecimento biológico mais acelerado décadas depois.

IMC alto na adolescência é associado a sinais de envelhecimento celular precoce

O peso corporal registrado na adolescência teve relação mais forte com o envelhecimento biológico posterior do que a velocidade de ganho de peso nessa fase, aponta um estudo finlandês publicado no International Journal of Obesity. A pesquisa também identificou um vínculo causal entre o IMC mais alto na adolescência e sinais acelerados de envelhecimento celular.

Os dados vieram do Young Finns Study, que acompanha o mesmo grupo desde 1980, quando os participantes tinham entre 3 e 18 anos. Novas avaliações foram feitas entre 2018 e 2020, período em que muitos integrantes já estavam na faixa dos 40 e 50 anos.

Para avaliar o envelhecimento biológico, os pesquisadores coletaram sangue em três momentos da vida e analisaram alterações químicas acumuladas no DNA. Essas mudanças permitem estimar a idade aparente das células, por meio do chamado relógio de envelhecimento. Assim, pessoas com a mesma idade cronológica podem apresentar estágios diferentes de envelhecimento celular.

O estudo usou duas versões desse relógio. As medições ocorreram na adolescência e no início da vida adulta, na faixa dos 30 e 40 anos e, depois, na faixa dos 40 e 50 anos. Pouco mais de 2 mil participantes passaram por pelo menos uma avaliação desse tipo.

Ao mesmo tempo, a equipe calculou escores de risco genético baseados em centenas de variantes relacionadas ao peso corporal. Um índice considerou a predisposição ao IMC na vida adulta, com 941 variantes genéticas. O outro estimou o risco relacionado ao porte físico na infância, usando 286 variantes.

O IMC dos participantes foi acompanhado aos 9, 12, 15 e 18 anos. Os resultados indicaram que a predisposição genética para um IMC elevado se associava de forma consistente a um envelhecimento biológico mais rápido em quase todos os momentos analisados, nos dois relógios utilizados.

A análise apontou que o IMC efetivamente mais alto durante a adolescência explicava parte dessa associação. Já a velocidade de aumento do peso teve uma influência bem menor. Para investigar se havia uma relação de causa e efeito, os pesquisadores aplicaram a randomização mendeliana, um método genético que indicou vínculo causal entre o peso na adolescência e o envelhecimento biológico acelerado.

No grupo analisado, cerca de 7% a 10% dos adolescentes tinham sobrepeso, enquanto aproximadamente 1% apresentava obesidade. Quando os participantes chegaram à faixa dos 40 anos, os índices passaram para 40% com sobrepeso e entre 21% e 28% com obesidade, conforme o ano da medição.

Os pesquisadores afirmam que o estudo está entre os primeiros a acompanhar, da adolescência até décadas mais tarde, a relação entre predisposição genética ao peso corporal e sinais mensuráveis de envelhecimento celular. As conclusões reforçam a importância de observar o IMC elevado e os riscos de saúde associados a ele desde fases mais precoces da vida.

Texto produzido pela Redação Casa com Ideia com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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