Trabalhadores que recebem valores semelhantes podem chegar ao fim do mês em situações financeiras bem diferentes. Um levantamento da Serasa Experian com 1.008 trabalhadores brasileiros relacionou esse contraste a comportamentos e níveis de planejamento financeiro, sem deixar de considerar o peso das despesas de cada pessoa.
Entre os classificados como “Apertados”, 43% recebem entre dois e quatro salários mínimos. Nesse grupo, apenas 12% terminam o mês com dinheiro disponível. Já entre os que estão “Organizando o Futuro”, 47% estão na mesma faixa de renda, mas 66% conseguem fechar o período com saldo positivo.
A Serasa Experian apontou o comportamento e o planejamento como fatores relevantes para a saúde das contas. A diferença, porém, não significa que a renda tenha deixado de ser importante ou que as dificuldades financeiras possam ser explicadas apenas pela organização. Despesas obrigatórias podem variar conforme a composição familiar, o custo de moradia, a existência de dívidas anteriores e outras circunstâncias.
Quatro perfis financeiros
A pesquisa separou os trabalhadores em quatro grupos. Os “Consolidados” são 34% dos entrevistados e apresentam maior estabilidade financeira, além de preocupação com objetivos de longo prazo.
O grupo “Organizando o Futuro” reúne 33% dos participantes. São pessoas com maior controle das contas e capacidade de pensar no planejamento. Os “Apertados” representam 20% e enfrentam mais pressão para equilibrar receitas e despesas.
Com 13%, os que “Vivem o Agora” concentram seu comportamento no presente e apresentam menor nível de planejamento financeiro. Somados, “Organizando o Futuro” e “Consolidados” correspondem a 67% dos participantes. Os outros 33% estão entre os “Apertados” e os que priorizam o presente.
Inteligência artificial nas decisões
A tecnologia também apareceu entre os recursos usados para lidar com o dinheiro. Seis em cada dez entrevistados disseram recorrer à inteligência artificial para esclarecer dúvidas financeiras.
Além disso, 74% afirmaram confiar nesse tipo de tecnologia para ajudar em decisões financeiras, embora parte dessa confiança venha acompanhada de ressalvas. O levantamento ouviu profissionais de diferentes regiões e regimes de trabalho do País.







